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Conheça o OpenStack, tecnologia que nasceu de uma necessidade da Nasa

Saiba mais sobre esse sistema de cloud computing

Entre 2008 e 2009, a Nasa precisava de mais agilidade na hora de administrar diversos hypervisors e de organizar recursos de infraestrutura. Por outro lado, a Rackspace Hosting tinha como necessidade apresentar a seus clientes uma solução de armazenamento de objetos, uma alternativa aos bancos de dados relacionais.

Então, diante desse cenário, as duas organizações resolveram trabalhar juntas para encontrar soluções para seus casos. A partir dessa união, nasceu, em julho de 2010, o OpenStack. Trata-se, basicamente, de uma plataforma que constrói nuvens capaz de gerenciar os diversos componentes de infraestruturas virtualizadas. Seria, mais ou menos, como um sistema operacional para Cloud Computing. Em resumo, ela viabiliza a entrega de infraestrutura como serviço (IaaS), fornecendo a base ideal para as empresas implementarem nuvens públicas e privadas.

Aliás, Rick Clark, primeiro líder de projeto, escreveu alguns mandamentos do OpenStack. Neles, podemos perceber que o principal objetivo da plataforma é oferecer escalabilidade e elasticidade aos usuários para construírem nuvens massivamente escaláveis.

Aqui, é fundamental destacar que o software não leva o termo “Open” no nome por acaso. Desde sua criação, o projeto tem como objetivo ser transparente e não depender de fornecedores, ou seja, ele não visa a favorecer determinadas empresas. De código aberto, qualquer desenvolvedor consegue usar e modificar a programação do OpenStack à vontade para rodar na própria nuvem.

Uma comunidade independente trabalha de forma empenhada para aprimorar os recursos da plataforma. A cada seis meses, uma nova versão é lançada, sendo que a última foi em abril deste ano. Ao todo, são mais de 200 empresas de tecnologia apoiando e dando suporte financeiro à organização, que possui mais de 9 mil membros espalhados em 100 países.

Por isso, apesar de ser uma tecnologia recente, já houve adesão de companhias de grande porte no setor. Além de Nasa e Rackspace Hosting, HP, MercadoLivre, Oracle, Dell HubSpot, IBM e, agora, o UOL HOST, já adotaram o OpenStack como base para suas plataformas de IaaS.

Em parte, a aceitação do OpenStack no mercado se dá por ele estar em constante evolução e, ainda, por ser baseado em padrões abertos. Um estudo da Booz & Company, empresa de consultoria estratégica, inclusive, afirma que a criação de serviço de código aberto é essencial para a evolução do Cloud Computing, uma vez que, sem padrões abertos, a computação em nuvem seria complexa, deixando as empresas reféns de um fornecedor.

Módulos do OpenStack

Na verdade, o OpenStack é uma plataforma de arquitetura modular e flexível que reúne um conjunto de projetos independentes, ou seja, ele não é um software monolítico. Sendo assim, você consegue utilizar apenas os componentes que desejar. Confira alguns deles abaixo:

Nova: o primeiro módulo de todos foi o Nova. Criado para atender às necessidades da Nasa, ele é responsável pela administração dos hypervisors, além de gerenciar todo o ciclo de vida das instâncias de cloud computing.

Swift: Por sua vez, o Swift é ideal para armazenar dados não estruturados. Graças à tecnologia RESTfull/API, esse módulo consegue guardar e recuperar grandes quantidades de objetos. Seu objetivo é escalar e otimizar a durabilidade e simultaneidade em todo o conjunto de dados. Enfim, podemos comparar o Swift com o serviço Simple Storage Service (S3) da Amazon.

Cinder: com base em uma arquitetura “conectável”, esse módulo facilita na hora de criar e administrar dispositivos de armazenamento de blocos. Em outras palavras, o Cinder possibilita ao usuário utilizar volumes adicionais para sua estrutura.

Glance: esse módulo é responsável pelas imagens dos sistemas operacionais presentes no OpenStack.

Keystone: compete a esse módulo cuidar de toda a parte de autenticação de serviços e usuários. Em outras palavras, o Keystone autoriza que um módulo do OpenStack consiga se comunicar com outros, além de gerenciar o que cada usuário pode fazer dentro da nuvem.

Neutron: anteriormente chamado de Quantum, o Neutron inclui uma série de API, plug-ins e softwares que, basicamente, garante a transparência na comunicação entre dispositivos e tecnologias dentro de ambientes IaaS.

Trabalhando juntos, esses e outros módulos formam o núcleo do OpenStack, implementando processamento, rede e armazenamento, que são os três pilares que sustentam uma infraestrutura de nuvem. Dentro dessa arquitetura robusta, o usuário consegue gerenciar suas atividades por meio de um painel administrativo.

Vale reforçar, mais uma vez, que a tecnologia está em constante evolução e, o mais importante, respeita os valores da cultura OpenSource, ou seja, não tem compromisso com nenhuma empresa, e sim com todos os usuários.

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