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Gamification: o que é e como você pode usar na sua loja

Você já ouviu falar de “gamification”? Traduzida para o português como “gamificação”, a técnica consiste em aplicar os princípios dos jogos a interações em ambientes variados – como os de negócios ou educação, por exemplo –, gerando mais envolvimento e engajamento dos usuários com o serviço ou produto em questão.

Gamification: o que é e como você pode usar na sua loja

 

Uma pesquisa recente do Gartner, consultoria em tecnologia, aponta que até 2016 a gamificação será um elemento essencial na estratégia de vendas, marketing e fidelidade das marcas. 

A consultoria prevê, ainda, que até 2017, metade das empresas que fazem parte da lista Global 100 (que reúne as corporações mais sustentáveis do mundo) estará usando este sistema também para selecionar e treinar colaboradores. 

Os dados mostram que, mais que uma moda, a gamificação é uma onda que veio para ficar e transformar nossa forma de consumir, de nos informar e até de nos relacionar. Então, o que você está esperando para usar esta tendência em prol do seu negócio?

Conheça seis elementos que não podem faltar em sua estratégia de gamificação:

1 - Personagem e storytelling

Tirar a impessoalidade de conteúdos – especialmente aqueles de aderência mais difícil, porém importantes – com o uso de personagens e uma narrativa menos impessoal cria uma relação mais amigável com o cliente.

Um dos exemplos mais antigos e bem-sucedidos dessa estratégia é o simpático clipe de papel que ajudava os usuários dos programas do pacote Office, da Microsoft. A personagem Lu, do Magazine Luiza, é uma referência a ser seguida dentro do mundo do e-commerce. 

2 - Disputa

Outro elemento importante da gamificação é criar uma concorrência saudável entre os usuários (os clientes da sua loja), por meio do uso de pontos, medalhas virtuais e avanço em níveis, de modo que os participantes possam comparar seu desempenho em rankings e competir entre si.

3 - Recompensas

Elas podem ser medalhas virtuais, distintivos ou badges, que dão status ao usuário, descontos, giftcards, pontos que podem ser acumulados e trocados por prêmios, acesso a conteúdos exclusivos, entre outras vantagens. 

Um exemplo interessante, do qual você já deve ter ouvido falar, é a Nota Fiscal Paulista, mecanismo criado pelo Governo do Estado de São Paulo para reduzir a sonegação de impostos. Os clientes que pedem nota ganham créditos como recompensa – que podem ser resgatados em dinheiro ou isenção em outros tributos, como IPVA –, além de participarem de sorteios frequentes.

4 - Fases e processo claro

Ao pedir que o cliente percorra um caminho mais longo, com várias etapas (como responder a uma pesquisa, cadastrar um currículo ou finalizar uma compra), mostre a ele as fases pelas quais terá de passar em uma barra de progresso, dando a visão completa de “começo, meio e fim”, para que ele não desanime.

Um bom exemplo da aplicação deste princípio pode ser visto no LinkedIn. Quando se preenchem os dados da sua carreira profissional, o site mostra qual a porcentagem ainda falta para que seu currículo esteja “100% completo”, o que o incentiva a continuar fornecendo dados e preenchendo o cadastro.

5 - Moedas

Uma maneira de contabilizar os pontos e conquistas acumulados pelos usuários é criar uma moeda virtual própria – que pode depois ser convertida em recompensas. Mundos virtuais, como Second Life e World of Warcraft, têm suas próprias moedas. A app de aprendizado Qranio é outro exemplo. Os usuários que acertam as respostas de quizzes ou que colaboram com questões são remunerados em Qi$.

6 - Colaboração

Outra forma de gerar engajamento é possibilitar a formação de times para uma competição online ou definir o resultado de um concurso por critérios de compartilhamento e votação. 

Basta você responder: quantas vezes você entrou em um site “para dar uma força” a um amigo que concorria a determinado prêmio? Há quem entre, vote e saia, mas há quem acaba ficando e conhecendo um pouco mais sobre a marca e o que ela tem a oferecer.

7 - Métricas

Segundo a pesquisa do Gartner citada acima, até 2014, 80% dos programas de gamification já em funcionamento devem falhar no alcance dos objetivos. Sabe por quê? Simplesmente porque foram mal concebidos.

Isso acontece, principalmente, pela falta de planejamento de resultados específicos vinculados à estratégia. Por isso, antes de desenvolver qualquer estratégia, tenha suas metas (KPIs) bem claras e definidas.

 

Pronto para entrar na brincadeira? Então comece já a aplicar e usar os princípios da gamificação em favor do seu negócio.