LOGO UOL HOST

Receba por e-mail as novidades e publicações da Academia UOL HOST

Brasil é o 8º mercado mais promissor do mundo para o e-commerce

Você já pensou em fazer parte de um mercado que cresce 20% ao ano (o dobro de seus concorrentes de todo o mundo), onde os hábitos de consumo são rapidamente absorvidos e o poder de compra também segue crescendo e atingindo novas camadas de mercado? 

Então vamos lhe dar uma boa notícia: se você tem um e-commerce no Brasil, você já faz parte deste mercado! A última pesquisa divulgada pela consultoria norte-americana AT Kearney mostra que nosso país é o 8º mercado mais promissor para o e-commerce do mundo, ficando atrás apenas de China, Japão, Estados Unidos, Reino Unido, Coréia do Sul, Alemanha e França e vencendo potências como Austrália, Canadá, Singapura e os outros países que formam o Bric (Rússia, Índia e China). 

Motivações para a entrada no ramo

Um dos dados curiosos da pesquisa é a motivação dos empresários (e dos consumidores) para adotar o modelo e-commerce – uma combinação de especulação imobiliária (que encarece a loja física), senso de oportunidade e otimismo quanto ao retorno alcançado (ROI). Isto explica em parte as características diferentes entre países como Estados Unidos e Reino Unido, por exemplo, e emergentes, como China e Brasil.

Se nos países de economia mais tradicional as lojas online são uma opção multicanal dos pontos comerciais de rua ou shopping, nos emergentes, os e-commerce não estão necessariamente ligados a uma marca com loja física e a maior preocupação do empresariado é vencer dificuldades de infraestrutura (logística e acesso à internet, por exemplo) e adaptação cultural.

Consumidores atentos

Já o comportamento do consumidor se mostra bastante semelhante nos diferentes países e tipos de economia – o que aponta justamente para o caráter “emergente” do Brasil. 

Por aqui, como em outras comunidades (europeias, americanas e asiáticas), o comprador sempre faz sua lição de casa e, ao chegar à loja (online ou física). Três quartos dos brasileiros já possuem informações e até discutiram em comunidades online (blogs e redes sociais), além de acessar sites de comparação de preços antes de comprar.

O uso de celulares para pesquisa de compras também dá destaque ao país, com 9 entre 10 dos cidadãos usando seus aparelhos para descobrir os melhores produtos e promoções. 

Lojistas inteligentes investem em boas imagens, conteúdo completo e útil, conveniência e avaliações online pós-compra (uma tendência altamente adotada na China, que é a primeira colocada do ranking). 

O que vende mais

Em todo o mundo, os campeões de vendas são eletroeletrônicos (50% do mercado no Brasil) e moda e beleza (10% do mercado nacional). Chama atenção por aqui também o desempenho do mercado de games, brinquedos e mídia, com outros 10% do mercado.

Quem manda no mercado

Como todo bom ramo de negócios, o de e-commerce é altamente concorrido em todo o globo e cheio de empreendedores que sempre se dedicaram a um único tipo de produto (apenas vestuário ou apenas livros, por exemplo). Em 26 países, incluindo o Brasil, este é o tipo de empresa que domina o mercado. 

Mas em 30 outros países, são 50 gigantes que recebem 80% das compras online, com destaque para a Amazon (o maior player em 9 países!), que assumiu a estratégia de aliar-se a negócios locais para ganhar penetração.

Parcerias multinacionais em alta

Este tipo de parceria entre empresas de diferentes negócios e portes tem se mostrado uma tendência mundial, que possibilita a distribuição de produtos em diversos países através de serviços já instalados de logística e atendimento ao consumidor.

Experimentações tecnológicas

Usar tecnologia para criar diferentes experiências de consumo tem sido uma constante e, de acordo com a pesquisa, deve continuar em alta, incluindo sistemas de provador online, quiosques online dentro de lojas físicas e consultores online ou equipados com ferramentas digitais. 

Um futuro ainda mais conveniente

Mas se você achava que a conveniência do e-commerce já tinha atingido o auge, repense. A AT Kearney detectou como uma das próximas tendências uma nova onda de investimentos em serviços de logística, processamento de pedidos, planejamento e políticas de trocas, além de plataformas que unificam o contato com os clientes, possibilitando personalizar sua experiência a partir do seu contato com a loja nos mais diversos canais - já ouviu falar em omni-channel? É disso que estamos falando!

Foco no Brasil

Visto como um gigante em crescimento, o Brasil exibe um mercado de 11 bilhões de dólares em 2012 e crescimento de 20% ao ano (o dobro da média mundial), com a previsão de 28 bilhões de dólares até 2017. 

O maior destaque é o social commerce (compras embaladas por interações em redes sociais), com destaque para o case da Magazine Luiza, que transforma seus clientes em afiliados no Facebook.

Já as compras coletivas vêm perdendo fôlego, apesar de ainda representarem um mercado de 10 milhões de compradores por ano aqui. A pesquisa detectou que os varejistas têm reduzido sua participação por notarem que estes clientes são difíceis demais de fidelizar.