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10 anos de Orkut: Ainda tem alguém vivo por lá?

Quem aí se lembra das comunidades, depoimentos e dos Buddy Pokes? Em janeiro deste ano, o Orkut completou uma década de vida. É, tá ficando velho, meu colega!

Dez anos depois de sua criação, a rede social que já foi muito popular no Brasil, com 40 milhões de usuários, “perdeu a graça” para a maioria dos internautas. Mas, o Orkut ainda mantêm alguns fiéis escudeiros. 

Em dezembro de 2013, o site ainda tinha 6 milhões de usuários ativos, de acordo com dados da consultoria comScore. 

A rede social adoeceu, mas não morreu. Depois de uma volta pelo site, nota-se que a movimentação nas comunidades e perfis já não é a mesma, mas ainda existem vida no site.

Dá uma olhada no que encontramos espiando perfis e scraps alheios:

Perfis de atendimento

Na época de ouro, as empresas montavam perfis na rede para se comunicar com o cliente. Era o começo do SAC 2.0.

Hoje, os perfis continuam por lá. Muitas empresas mantêm mais de um, como o Submarino Viagens, que tem 3. Na descrição, a loja incentiva que os clientes o procure em outra rede: no Twitter. E ainda, eles anunciam os telefones de contato.

Quase não se vê mais envio de scraps, nem para o perfil do Submarino, nem para nenhum outro. As últimas mensagens deixadas por usuários são gifs animados e correntes.

Clientes conectados

Comunidades, como a da Dafiti, ainda possuem um número considerável de membros. No caso do e-commerce de roupas e acessórios, quase 18 mil. Porém o número nem se compara ao seguidores da marca no Facebook (5,5 milhões), ou no Twitter (23,6 mil).

A situação se repete em empresas como a Saraiva, que no Orkut tem 9,8 mil usuários engajados e no Twitter, 310 mil seguidores. A Natura, que tem uma comunidade com 58,2 mil de membros, possui uma página no Facebook com 6,9 milhões de curtidas.

As saudosas comunidades

O diferencial do Orkut sempre foram as criativas comunidades. Sim, há também as mais “básicas” como “Magazine Luiza”. Espaço que reúne mais funcionários do que fãs da empresa.

Mas os internautas curtem mesmo é soltar a criatividade na criação desses grupos. Além de declararem todo seu amor ou ódio por uma marca. 

A Americanas, por exemplo, tem fãs e haters. “Eu amo a Lojas Americanas” e “Eu Odeio a Americanas.com” são duas comunidades existentes.

 A “Descontos nas Americanas” tem (ou tinha) como objetivo divulgar as promoções da marca. E, como falamos, há também as comunidades mais descontraídas e criativas como “Chocolate na Lojas Americanas”, dedicada a todos os clientes que já comeram um chocolate escondido na loja.

E, assim como na maioria dos casos, essas comunidades não eram criadas e mantidas pelas empresas, e sim por clientes. Usuários com uma mesma causa se reuniam para falar sobre o assunto. Essa mobilização que a rede social do Google gerava não é mais vista em outras redes sociais.

Movimentação nos fóruns

O fórum é a plataforma que ainda movimenta a rede social. Cada comunidade tem esse espaço. E por lá, os membros discutem temas pertinentes ao assunto que liga aquelas pessoas ao grupo.

A comunidade do Mercado Livre (102082 membros), por exemplo, ainda mantêm algumas discussões ativas.

A mais recente interação (feita nesse ano) se deu dentro de um tópico, que já existe desde 2010, de dúvidas. Desde a criação até hoje, já foram mais de 5 mil interações nesse item. A maioria é feitas por usuários que usam a plataforma para suas vendas e se ajudam mutuamente. E, pelo jeito, o tópico ainda vai render comentários.

 

Sua loja participou da “época do orkut”? Como que anda sua comunidade e/ou perfil por lá?