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Fique por dentro: O "boom" dos e-commerces chineses

Hoje, não é preciso viajar mais de 20 horas até a China para conseguir comprar qualquer produto chinês. Graças ao comércio eletrônico, o processo dura poucos minutos. Claro que as mercadorias demoram para chegar, mas, com preços mais em conta, muitos preferem esperar.

Menores preços, impostos baixos e frete grátis atraem os consumidores para o comércio eletrônico da China. Para se ter uma ideia, só no ano passado, os brasileiros gastaram 600 milhões de reais em produtos oferecidos por sites chineses. Acessórios de moda feminina estão entre os principais itens comprados.

Os produtos eletrônicos também têm forte apelo entre os brasileiros. Tanto que a loja especializada nesse nicho DealExtreme pretende criar um armazém no Brasil para facilitar as vendas no país.

Segundo estudo da eMarketer, empresa especializada em pesquisas do mercado digital, o e-commerce mundial irá movimentar quase 1,5 trilhão de dólares até o final de 2014. Isso representa um crescimento de 20% em relação ao ano anterior e o grande responsável por esse aumento será o mercado chinês.

Ainda de acordo com o instituto, as vendas eletrônicas no país asiático devem avançar 64% em 2014, enquanto na Índia, segunda colocada no ranking, o crescimento será de 32%. O Brasil aparece logo em seguida, com um aumento de 19%.

O gigante Alibaba

Um dos grandes responsáveis por esse “boom” do comércio eletrônico na China é o Grupo Alibaba, detentor de um conjunto de diversas lojas virtuais, contabilizando um portfólio de 800 milhões de produtos.

Por aqui, a loja mais popular é o AliExpress, focada em moda. Segundo a própria empresa, os brasileiros figuram entre os seus três principais clientes, ficando atrás somente dos russos e americanos. Outro endereço queridinho dos brasileiros e que também faz parte do conglomerado é a DealExtreme, loja citada no início desse texto.

Fundada há 15 anos, somente em 2013, a empresa faturou 8 bilhões de dólares. E a expectativa é de mais crescimento pela frente. Conforme a previsão de analistas internacionais, daqui cinco anos, o e-commerce será responsável por 20% das vendas na China, contra apenas 6% em 2012.

Olhando também para o mercado de fora, a empresa planeja estrear no mercado de ações em grande estilo. O IPO (oferta pública inicial) na Bolsa de Nova York tem tudo para ser o maior da história, ultrapassando a marca de 20 bilhões de dólares, valor de mercado maior que as outras gigantes do comércio eletrônico eBay e Amazon.

Pois é, daqui para frente é bom que você volte os olhos, também, para o outro lado do mundo se quiser ficar por dentro das tendências mais quentes do mercado eletrônico.