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Mobile commerce: A revolução no comércio eletrônico já começou

O futuro já começou. Agora, tudo o que você precisa e deseja está na palma das suas mãos. Práticos, os smartphones e tablets permitem que o usuário tenha acesso a quase tudo com um simples toque na tela do dispositivo móvel conectado a internet.

Segundo a Nielsen Company, a adoção da internet móvel hoje chega a ser oito vezes mais rápida do que a adoção da web nos anos 1990 e início dos 2000.

E aliar a conectividade dos smartphones à comodidade de poder fazer compras sem sair de casa vem fazendo com que o mobile commerce – ou m-commerce- cresça cada vez mais no Brasil.

A participação do dispositivo móvel no comércio eletrônico nacional subiu de 3,8%, em junho de 2013, para 7% no primeiro semestre de 2014, segundo a consultoria e-bit. Isso significa, em valores, um faturamento de 1,13 bilhão de reais e um total de 2,89 milhões de pedidos via mobile.

E todos esses números têm muito a ver com a popularização dos dispositivos móveis no país. Mais baratos, em média, do que os notebooks, os smartphones e os tablets foram sucessos de vendas no ano passado. De acordo com os números da IDC, foram comercializados, ao todo, 44 milhões de aparelhos. A expectativa para esse ano é que os notebooks sejam passados para trás também pelos tablets.

Diante desse cenário, as lojas virtuais já começam a sentir a necessidade de criar versões mobile para ganhar – e não perder – clientes no futuro. “Hoje, a maioria dos projetos que eu acompanho já nasce pensando também na tela pequena”, conta Thiago Sarraf, especialista e consultor em e-commerce. “A loja que não se adaptar ao mobile pode até sobreviver no mercado, mas terá uma vida limitada”, complementa.

O medo de comprar por um dispositivo móvel parece não atrapalhar a evolução do mobile commerce. Após viver a experiência do e-commerce até a sua consolidação, as pessoas já ficam mais confortáveis e seguras para uma aquisição via mobile.

“No começo do e-commerce, as pessoas tinham receio de comprar pela internet por imaginar não ser seguro. Hoje isso já não é uma verdade. Os próprios bancos investem forte em propaganda na televisão mostrando que é seguro acessar sua conta bancária também pelo celular”, destaca César Bonadio, diretor de tecnologia da empresa Viewit Tecnologia, especialista em soluções de mobilidade.

Aos poucos, o brasileiro vai percebendo que comprar pelo celular é tão seguro quanto comprar pela internet ou mesmo na loja física. “Nós estamos bem confortáveis nas questões de segurança. Os mesmos dispositivos para atualização de uma compra de desktop são usados para o celular”, reforça Sarraf.

Montando uma loja mobile

O que é muito simples e prático para os clientes exige muito trabalho e investimento por parte dos lojistas. De fato, qualquer adoção de uma nova tecnologia é custosa. A necessidade de contar com profissionais muito qualificados pode afastar alguns varejistas do mobile. No entanto, Bonadio lembra que existem algumas alternativas mais acessíveis “Muitas plataformas de e-commerce estão se movimentando para oferecer uma versão para a tela pequena.”

Para os pequenos e médios varejistas, vale lembrar que essas plataformas de e-commerce já criam uma versão para smartphones e tablets com o mesmo valor de investimento para montar uma versão web. Basta fazer o cadastro e a loja já nasce adaptada, também, para o mobile.

E o lojista tem duas opções. A primeira é fazer um site específico para celulares. Na prática, isso significa um duplo trabalho, já que haverá a necessidade de criar conteúdos específicos para as duas plataformas. A outra alternativa é um site responsivo, isto é, aquele que se adapta a todas as telas (desktop, tablet e smartphone).

“Na verdade, é bom trabalhar até com quatro telas, já pensando na televisão. E o próprio Google recomenda fortemente a adoção do layout responsivo para mobile, porque ele vai ajudar na técnica de SEO. Em outras palavras, o layout responsivo vai ajudar na indexação”, diz Sarraf.

Também existe a possibilidade de criar aplicativos que, na verdade, devem ser um complemento do site. A capacidade de acessar os dados do aparelho (localização, mídias e notificações) e a velocidade mais rápida para carregar uma página são as principais vantagens dos aplicativos em detrimento aos sites mobiles. Contudo, Bonadio lembra que é muito caro desenvolver aplicativos. “É preciso criar uma versão para cada sistema operacional. Daqui a pouco até o BlackBerry pode voltar com tudo”, diz.

Perfil dos clientes

Uma pergunta surge naturalmente ao adentrar esse novo universo: quem é o consumidor que compra pelo celular? O levantamento do e-bit aponta que a maioria (57%) dos compradores são mulheres. As classes A e B e consumidores da faixa de 35 a 49 anos dominam esse mercado.

Mas Sarraf acredita que esses dados não são definitivos. “A massa começou a experimentar o mobile commerce há dois anos só. Hoje é uma classe social um pouco mais alta, mas com certeza teremos uma pulverização. Assim como foi no e-commerce”, diz.

O que já se pode afirmar é que esses consumidores são muito exigentes. De acordo com o Google, 57% dos usuários não recomendam uma loja que tenha um site mal projetado para mobile. E mais: após uma experiência ruim no mobile, 41% visitaram o site da concorrência.

O mercado pelo mundo

Se no Brasil essa tendência começa a ganhar fôlego, pelo mundo afora ela já é uma realidade. Para se ter uma ideia, em 2012, um quarto das compras online da Black Friday nos Estados Unidos foi feito a partir de um dispositivo móvel.

Estimativas apontam que serão vendidos meio bilhão de tablets em todo mundo entre 2013 e 2014. Com esses números, não é exagero falar que sempre terá alguém conectado em um dispositivo móvel, pronto para comprar alguma coisa. Sua loja está pronta para receber esse potencial consumidor?