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As tendências que vão dominar o e-commerce em 2015

Depois de mais um ano de recordes para o e-commerce brasileiro, que alcançou a marca de 63 milhões de compradores online e faturamento de mais de 35 bilhões de reais, é hora de olhar para as tendências que vão ganhar espaço no setor em 2015.

De tecnologias que vão tornar as lojas virtuais mais atrativas e eficientes a ferramentas que vão ajudar os lojistas a venderem mais, confira as novidades que prometem ter destaque neste ano e fique ligado para surfar nessas ondas:

Mobile commerce

As vendas por dispositivos móveis já movimentam quase 10% do comércio eletrônico. “Ninguém mais pode trabalhar pensando só em desktop. Se antes ter uma loja com design responsivo era opção, hoje em dia já é uma obrigação”, observa Alberto Valle, diretor do Curso de E-commerce e da Academia do Marketing.

“Design Responsivo não é só fazer a página abrir em smartphones e tablets, o mais importante é oferecer uma boa experiência para os usuários móveis”, lembra Camila Renaux, consultora de marketing digital.

Telas inteligentes

Cristiano Chaussard, presidente do braço catarinense da Associação Brasileira de E-commerce, aponta que é importante começar a pensar ainda mais à frente.

“Com o aumento das compras de Smart TVs, pensar em construir um site para essa tela é fantástico”, diz. Ele reconhece, no entanto, que essa uma tendência mais de longo prazo.

Entregas mais eficientes

Não é apenas no fronte tecnológico que o e-commerce tem espaço para evoluir. As entregas também devem ficar mais inteligentes, segundo Chaussard.

“Algumas lojas começam a investir em modelos de logística diferenciados. Por exemplo, para que o cliente possa receber o produto e devolver na hora se não servir”, diz o especialista.

Detalhes em foco

Outro ponto de melhoria que os e-commerces brasileiros devem começar a endereçar é a exibição dos produtos.

“Nesse ano, a tendência é que eles invistam mais no recurso de zoom e de fotos em 360 graus dos itens”, afirma Valle. No entanto, ele faz uma ressalva para o avanço dessas tecnologias “Elas exigem um bom serviço de internet e aqui, no Brasil, a qualidade da banda larga precisa melhorar muito”.

Brasil em destaque

Em relação aos números do comércio eletrônico mundial, o Brasil vai muito bem, obrigado! De acordo com o estudo T-Index 2015, da Translated, o país deve assumir a quarta posição em potencial de vendas online, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Japão.

“Nas áreas de programação e de marketing digital, o país conta com profissionais de ponta”, destaca Valle.

Desafio logístico

Os especialistas concordam, no entanto, que o grande desafio do Brasil é a deficiência logística. “Citando um exemplo, o serviço dos Correios não está pronto para atender todo o e-commerce nacional. Ninguém ousa mandar itens muito frágeis por lá”, diz Valle.

Para driblar essa situação, mais uma vez a inovação entra em campo. As entregas via motoboy utilizando aplicativos similares aos de táxi (99Táxis, EasyTaxi e afins) ganham espaço. “Mas isso ainda é mais para os grandes centros, nos pequenos vai demorar para amadurecer”, destaca Chaussard.

Novos horizontes

Com o amadurecimento dos e-consumidores, outra tendência que deve ser observada, segundo um relatório da consultoria Forrester Research, é o crescimento das vendas em categorias hoje menores, como perfumaria,  acessórios e alimentos.

De olho no consumidor

De acordo com o mesmo relatório, as lojas também devem passar a gastar mais tempo e energia para entender o comportamento e as motivações do consumidor.

Integração online/offline

As iniciativas omni-channel, que têm como objetivo garantir a integração dos canais de venda na internet e fora dela, também serão alvo de investimentos, de acordo com o Forrester.