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Você está pronto para largar o emprego e empreender?

Você já fez muitos planos para 2015? O início de ano sempre traz aquele ânimo para arregaçar as mangas e colocar a mão na massa. Que tal aproveitar essa energia para concretizar o seu grande sonho: se tornar dono do próprio negócio?

Quem pensa em optar por esse caminho tem mais um incentivo: a partir de primeiro de janeiro, mais de 140 categorias de profissionais liberais poderão optar pelo Simples Nacional.

Na prática, isso significa uma redução na burocracia e nos impostos e, consequentemente, mais um bom motivo para empreender. Segundo o Sebrae, a ampliação da lei deve beneficiar até 450 mil empresas.

Mas mesmo com esse “empurrãozinho” extra, muita gente fica na dúvida se é a hora de largar o emprego para dar esse importante passo.

Para ajudá-lo a pensar sobre o assunto, conversamos com uma especialista que entende os dois lados da moeda: Irina Bezzan, CEO da Genter Soluções em RH - de uma lado, especialista em carreira; de outro, fundadora do próprio negócio.

Confira algumas perguntas que você deve se fazer antes de tomar a decisão:

Por que você quer empreender?

Antes de abandonar o emprego, descubra quais são as suas reais motivações. Se você quer virar empreendedor só para trabalhar menos e ter menos pressão no dia a dia, esqueça!

“Sendo dono do próprio negócio, a pessoa vai trabalhar muito mais do que antes. Toda a responsabilidade financeira e de gestão dos negócios e de pessoas fica nas mãos do empreendedor. E, na verdade, você ganha vários chefes – os seus clientes”, alerta Irina.

Portanto, não se engane. Faça uma autoanálise para saber se você está preparado para enfrentar toda essa maratona.

Você tem perfil empreendedor?

Sim, o dono do próprio negócio trabalha muito. Se isso não lhe assusta, o próximo passo é analisar se você tem o perfil certo para empreender.  Aqui, uma série de características contam pontos.

“Além de ter capital para tocar o negócio, a pessoa precisa estar o tempo inteiro desenvolvendo competências e se aperfeiçoando”, avalia Irina.

Como empreender envolve muitos riscos, nem sempre o primeiro negócio vai dar certo. Além de ser capaz de superar a frustração, você deve estar preparado financeiramente (o que significa ter uma reserva para pagar as contas pessoais) para continuar insistindo.  

Ser paciente e saber ouvir os outros também são ingredientes da receita. “Há exemplos de pessoas que passaram anos aprimorando o negócio, fracassando e aprendendo, até que a empresa estourasse. Tudo isso sempre estando sob risco”.

Você sabe o que quer fazer?

Investir em negócios que estão na moda (só porque eles estão em evidência) ou que não tem nada a ver com você (só porque eles são potencialmente lucrativos) é um caminho perigoso.

“É importante o empreendedor trabalhar em um ramo que ele goste e conheça”, diz Irina. Como já dissemos, você vai dedicar muito tempo e energia a essa empreitada, portanto é fundamental se identificar com o que vai fazer.

Além disso, ter uma bagagem e uma rede de contatos no setor faz com que os resultado apareçam mais depressa.

Você tem um plano?

Um erro comum dos empreendedores de primeira viagem é seguir apenas o impulso e deixar o planejamento de lado.

Antes de pedir as contas, que tal fazer um plano de negócios para entender se sua ideia de empresa é realmente viável?

Esse documento inclui um estudo do mercado e da concorrência, análise da viabilidade econômica do produto ou serviço, logística, custos operacionais e outros investimentos necessários para o projeto decolar.

“As pessoas se esquecem de fazer a conta do capital de giro para se manter durante um ano”, lembra Irina. “Todo negócio tem um tempo de maturação. Por isso, segure a ansiedade e faça um planejamento de médio a longo prazo”, acrescenta.

Ao elaborar o planejamento, aproveite ainda para estabelecer prazos e metas. Com tudo na ponta do lápis, você se sentirá mais tranquilo para dar esse salto sem medo de ser feliz.