LOGO UOL HOST

Receba por e-mail as novidades e publicações da Academia UOL HOST

4 mulheres que foram inspiradas pela maternidade a empreender

Conciliar maternidade com carreira é um desafio que grande parte das mulheres que decidem ter filhos, hoje em dia, enfrenta. É verdade que a legislação evoluiu e que os pais estão cada vez mais presentes na criação dos pequenos. Mas nem sempre a transição entre a licença-maternidade e o retorno ao mercado de trabalho é fácil.

Além do preconceito que alguns empregadores têm em contratar mulheres grávidas ou com bebês muito novos, há a cobrança emocional que muitas mães fazem a si mesmas por não poderem se dedicar integralmente aos filhos por causa do trabalho.

Confira, a seguir, histórias de mulheres que driblaram esses impasses e encontraram na maternidade a inspiração que faltava para serem donas dos seus próprios negócios.

Priscila Bastos – Missy Baby

A notícia da gravidez pegou Priscila Bastos de surpresa e a levou a traçar novas metas. “Estava focada em enriquecer meu currículo e aplicar em novas oportunidades no mercado. Fiquei grávida e os planos para o futuro tomaram outro rumo”, conta.

Nesse novo caminho, Priscila decidiu abrir a Missy Baby, loja focada em produtos para os primeiros anos do bebê, como roupas, produtos de higiene e brinquedos. O fato de a empreendedora ter sempre trabalhado na área comercial pesou bastante na escolha e, claro, a maternidade foi determinante na hora de decidir em qual nicho focar.

 “Ser mãe influenciou totalmente na escolha do meu negócio. Acabei identificando-me muito com o prazer de ajudar outras mães, razão pela qual nossos produtos são muito funcionais”, explica a empreendedora.

Ser dona do próprio negócio dá a Priscila mais flexibilidade de horário para acompanhar a filha nas suas atividades escolares e extracurriculares, além de permitir que ela organize sua agenda de acordo com as necessidades de sua criança.

“Durante a manhã, meu tempo é totalmente dedicado a ela. E, se preciso tirar um day-off, porque ela está febril ou tem a festa de um amiguinho no período da tarde, sei que posso compensar de alguma forma depois, por exemplo, acordando mais cedo enquanto ela ainda dorme”, conta Priscila.

A loja já está há dois anos no mercado, e os planos de Priscila são ambiciosos. “A meta deste ano é dobrar o nosso faturamento (número que ela preferiu não revelar) e abrir uma loja física em São Paulo”, adianta a empresária.

Valéria Tavares – Baú Verde

A brasileira Valéria Tavares morava na Inglaterra quando sua filha, Bel, nasceu. Ao voltar para o Brasil, quando a pequena completou oito meses, ela e seu marido ficaram bem assustados com o preço dos brinquedos no país e o consumismo exagerado no mercado infantil. Por isso, resolveram tentar replicar no Brasil algumas das experiências que tiveram na Inglaterra.

Foi assim que nasceu a ideia do serviço de aluguel de brinquedos Baú Verde. A loja, que opera no Rio de Janeiro, oferece aos pais a oportunidade de presentear seus filhos com brinquedos temporários diversos. Por exemplo, uma mãe pode alugar uma patinete durante um mês, uma casa de boneca durante dois, e assim sucessivamente. Tudo depende do plano escolhido, e os brinquedos são entregues na casa do assinante.

“Lá fora se vive muito mais em comunidade do que aqui. Compartilhar produtos com amigos e vizinhos é natural. Nossa filha vivia num mundo onde existia uma rotatividade enorme de roupas e brinquedos a um custo extremamente baixo”, conta Valéria, que decidiu voltar ao Brasil quando a filha tinha oito meses.

O plano mais simples custa 70 reais por mês e dá direito a duas moedas mensais. Essas moedas podem ser trocadas por brinquedos. Por exemplo, um jogo de panelas, uma patinete e um carro de princesa custam duas moedas. Já um jogo de chá e o Bob Esponja custam apenas uma moeda. Portanto, nesse plano, seria possível escolher dois brinquedos que valem uma moeda ou um de duas moedas. Eles podem ser trocados a cada mês ou, então, terem sua assinatura renovada, permanecendo com o brinquedo por mais um período.

“Nossa ideia é oferecer subsídios aos pais para ensinarem as crianças que o importante não é ter o brinquedo, e sim a brincadeira que ele proporciona”, conta a empreendedora.

Funcionando desde fevereiro de 2014, a loja foi lançada com uma meta de crescimento de 7% ao mês. “Para o próximo ano, já aumentamos essa meta. A ideia é crescer 10% ao mês”, conta Valéria.

De acordo com a empresária, cerca de 50% a 60 % dos produtos do estoque da loja são alugados todos os meses, o que representa algo entre 160 e 200 brinquedos.

Tuca Petlik – Petlik Sling

Dividir com o pai a missão de carregar o bebê foi a brecha que Tuca Petlik precisava para começar o seu negócio. Adepta dos slings – também conhecidos como cangurus –, uma espécie de uma bolsa aberta para carregar os bebês, Tuca decidiu criar um para seu marido, que fosse menos feminino e mais a “cara dele”.

“O sling ficou tão bacana que decidi fazer uns a mais para tentar vender. Montei combinações de cores e estampas, pensando nele como um acessório que compõe o visual de quem carrega o bebê”, conta a empreendedora.

As peças saíram rapidamente e as encomendas foram surgindo. Assim, a Petlik Sling está no mercado há pouco mais de dois anos.

O Instagram e o Facebook são as principais ferramentas de venda da Petlik. Mas em razão do crescimento do negócio, Tuca já está em processo de migração para uma plataforma de loja virtual.

 “Com a loja virtual, o tratamento vai ficar menos pessoal, mas será mais fácil para as pessoas comprarem e para eu administrar o negócio também”, comenta.

Os preços dos produtos da Petlik variam de 100 a 230 reais. O carro-chefe é a Mochilik, um canguru ergonômico que vende cerca de 60 unidades por mês.

Tuca também planeja ampliar seu leque de produtos e já está trabalhando na produção de uma nécessaire-trocador (uma bolsa que vem com um trocador de bebê acoplado) e de babadores tipo lenço.

Sarah Lazaretti – Alergoshop

A Alergoshop é uma loja de produtos para pessoas com alergias, como cosméticos, capas e acaricidas. Há mais de 20 anos no mercado, a empresa nasceu da necessidade de Sarah Lazaretti por produtos antialérgicos para sua filha Marina, que tinha asma e outras complicações alérgicas quando criança.

Cansada de importar os produtos e pagar caríssimo por eles, a enfermeira Sarah juntou-se com sua irmã, a bióloga Júlia, e fundou a Alergoshop.

“Percebemos que o mercado das alergias era muito carente. Os médicos não podiam receitar medicamentos simplesmente por esses não existirem no Brasil”, conta a empresária.

Em apenas um ano, as irmãs iniciaram a fabricação própria de produtos naturais, capas antiácaros, acaricidas e cosméticos.

Hoje, 22 anos depois, a loja possui dez unidades físicas, uma rede de franqueados e ainda vende pelo site. “Começamos nossa loja virtual em 2005, mas era um site bastante simples. Em 2011, iniciamos com mais força no mercado digital e estamos investindo cada vez mais. Nosso e-commerce apresenta crescimento mês a mês e já vende como uma loja de rua”, conta Sarah.

Boa parte dos produtos que a loja vende é da própria marca. A empresa conta com um departamento exclusivo de pesquisa e tecnologia que cuida dessas formulações.

“Esses profissionais pesquisam e buscam os melhores componentes para nossas formulações, inclusive estudando as substâncias que podem causar alergias”, conta Sarah. Depois desse processo, as fórmulas são enviadas para uma fábrica terceirizada e retornam para as vendas na rede Alergoshop.