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Mundo pet: um mercado promissor para o e-commerce brasileiro

Conheça 3 empresas que apostam nesse nicho

Ter um animalzinho de estimação requer, além de amor por esses seres, tempo e investimento. É preciso levar o companheiro para tomar banho, tosar, passear, alimentá-lo bem e, até mesmo, comprar roupinhas e lacinhos.

Não é à toa que o Brasil ostenta a segunda posição no mercado pet global, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o mercado pet movimenta 11 bilhões de reais ao ano no país.

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Dentro deste mundo de oportunidades, é o segmento de alimentação o mais promissor. Esse filão representa cerca de dois terços do segmento pet. Ainda segundo a Abinpet, no ano passado, essa fatia do mercado movimentou 16,4 bilhões de reais.

No mercado digital, os empreendedores vêm encontrando cada vez mais maneiras criativas de lucrar com esse segmento. Por isso, buscamos três histórias de negócios que vão inspirá-lo a ir em busca do sucesso. Confira:

Petbox Brasil

Não é de hoje que os clubes de assinatura fazem sucesso no comércio eletrônico. Mas isso não se restringe aos “clientes humanos”. Gatos e cachorros também podem fazer parte desses clubes de vantagens.

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A proposta vem da empresa Petbox Brasil, que montou, há dois anos, o clube de assinaturas voltado para esse público.

“Quando descobrimos que o Brasil é o segundo maior mercado pet do mundo, decidimos estudar esse universo. E foi assim que percebemos que faltava uma empresa que atuasse com marketing segmentado nesse mercado”, lembra Fabrício Pellegrino, um dos fundadores da empresa.

O diferencial da startup em relação à maioria das empresas que utilizam esse modelo de negócio é que o cliente não paga nada para receber o pacote de produtos.

Para receber a caixa surpresa com produtos dedicados ao seu animal, levando em conta raça e outros atributos, o dono do pet só precisa se cadastrar no site.

Com um banco cadastral de mais de 100 mil gatos e cachorros de diferentes locais do Brasil, as marcas se interessam em divulgar seus produtos no clube de vantagens, já que falam com um público específico.

“Digamos que alguém queira entregar um xampu para cães filhotes de pelos longos e brancos no estado de São Paulo. Nós temos a possibilidade de filtrar os pets com esse perfil para que seus donos sejam atingidos”, explica o sócio-diretor.

O dinheiro vem das parcerias feitas entre a Petbox e as empresas que querem que seus produtos façam parte da caixa surpresa.

Até hoje, já foram investidos 50 mil reais na empresa, que tem um faturamento de 250 mil por ano.

“O crescimento da marca se deve ao ineditismo de nossas ações e à necessidade dos donos de pet de conhecer melhor os produtos que oferecerão aos seus animais”, conta o empreendedor.

AdoptaPet BR

Ajudar cães deixados nas ruas e que sofrem maus-tratos foi a inspiração para a estilista e apaixonada por buldogues criar a AdoptaPet.

A proposta do e-commerce, que surgiu há três meses, é vender roupas e acessórios personalizados para pets, sendo que parte da renda é destinada a ajudar os animais abandonados.

“A ideia veio quando perdi meu emprego e tive de me reinventar. Queria fazer a diferença na vida desses abandonados, então pensei: ‘Por que não criar uma empresa que pudesse dar o meu sustento e continuar a ajudar aqueles que tanto precisam? ’”, conta Luciana.

Toda roupa é feita sob medida. Além disso, os looks primam pelo lado fashion. Com isso, a empresa já fatura cerca de seis mil reais por mês.

“Nosso número de clientes tem crescido diariamente. Recebemos muito apoio de pessoas que nos conhecem e indicam amigos e parentes, assim como conseguimos diversos clientes pelas redes sociais”, explica a empreendedora. 

Petix

Com o crescimento acelerado das lojas virtuais, até mesmo empresas atacadistas entraram no mundo do e-commerce, como é o caso da empresa paulista Petix.

Há dois meses, a marca colocou no ar um site todo reformulado, que passou a contar com um e-commerce para lojistas e médicos veterinários, produtos variados para a saúde, beleza e diversão dos animais domésticos.

“A ideia surgiu para facilitar a vida dos empreendedores do mundo pet. Sabemos que o tempo é escasso e a compra feita direto com o fabricante e pela internet pode ajudar na administração do tempo”, afirma Luiz Fernando Lourenço, sócio-diretor da Petix.

Além disso, para o consumidor final também é vantajoso essa comunicação entre os lojistas e a indústria. Pois sem o intermédio dos revendedores e distribuidores o preço do produto acaba sendo menor e, consequentemente, isso é repassado aos consumidores finais.

“Não importa se o cliente compra 200 reais ou 200 mil reais, o foco da nossa loja virtual é aproximar a indústria do mercado consumidor atacadista, para que possamos controlar as negociações e entregas e garantir todo o suporte do pós-venda”, afirma Lourenço.

Com o novo investimento, a Petix pretende expandir suas vendas em todo o Brasil e facilitar o canal de distribuição e comunicação entre os compradores e a empresa. Seu faturamento mensal atual é de 4 milhões de reais, mas ainda há muito a ser feito.

“Recentemente, investimos cerca de 10 milhões de reais na ampliação do nosso pátio fabril, aquisição de novas máquinas, desenvolvimento de novas ferramentas de venda e de novos produtos. Este, sem dúvida, foi o principal investimento que já fizemos na indústria”, revela Antônio Lima, outro sócio-diretor da Petix.

O próximo passo da empresa é conseguir um sócio investidor para fazer um novo aporte na marca, a fim de desenvolver estudos e pesquisas de mercado.

“Queremos investir, principalmente, no setor de tapetes higiênicos, que é o nosso carro-chefe”, completa Lima.

Pensando em abrir uma loja virtual? Explorar o mercado de pets pode ser um bom caminho, já pensou nisso?