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4 Cases de sucesso de UX Design para inspirar seu e-commerce

Conheça algumas ações de e-commerces que transformam a experiência do usuário

Nunca se falou tanto na experiência do usuário como hoje em dia. E faz todo o sentido. Com um mercado saturado de ofertas, muitas vezes, parecidas – quando não iguais –, a melhor maneira de se destacar é oferecendo uma experiência inesquecível ao cliente.

No comércio eletrônico, basicamente o que o usuário quer é uma compra rápida, que exija poucos cliques e, é claro, muitas informações sobre os produtos. E a função do UX (User Experience) Design é justamente facilitar essa experiência.

“Melhorando a experiência do usuário, a loja passa a vender e a faturar mais”, diz Júlia Ghisi, consultora de UX Design na Catarinas Design de Interação.

De acordo com a empresa de consultoria em experiência do usuário Nielsen Norman Group, uma interface bem projetada em um e-commerce é capaz de aumentar a taxa de conversão em até 83%.

O trabalho de UX Design passa por diversas etapas. Tudo começa com o estabelecimento de um objetivo que pode ser, por exemplo, diminuir o caminho da página de produtos até o fechamento da compra.

Na sequência, é hora de fazer um benchmark e pesquisas com os usuários (entrevista, questionário, testes de usabilidade etc.) para descobrir qual é a melhor solução.

A partir daí, iniciam-se as etapas da arquitetura da informação e da criação, nas quais os protótipos são elaborados. Por fim, passando pela fase de testes, o trabalho é validado. No entanto, o UX Design nunca termina. A melhoria deve ser contínua.

O investimento – que varia conforme o escopo do projeto – pode parecer alto para um pequeno lojista, mas, se o trabalho for bem-feito, os resultados compensam.

Trouxemos aqui quatro cases de empresas que apostaram em UX Design e estão se dando bem. Confira:

Netshoes

A Netshoes, loja de materiais esportivos do Brasil, sempre acreditou que a boa experiência do usuário daria bons frutos. A partir da globalização da marca, a empresa sabia que não bastava investir em marketing para atrair clientes, uma vez que muitos teriam dificuldades em concluir a compra. Ou seja, a loja estaria, na verdade, perdendo vendas.

“Quando começamos a realizar testes de usabilidade, identificamos gargalos que fariam um usuário mais comum desistir da compra, como a dificuldade de encontrar determinados produtos”, revela Fernando Zanatta, diretor de Produto e Tecnologia do Grupo Netshoes.

 

                                               Versão antiga do site

Desde a implementação do UX Design, o site da Netshoes sofreu muitas alterações. O layout mais limpo, facilitando a leitura, e os botões de call to action mais bem definidos são alguns exemplos.

                                               Versão atual do site

Mas as mudanças não aconteceram de uma vez, elas passaram por testes A/B, isto é, apenas uma página sofreu alteração ou somente um grupo de usuários teve acesso às páginas de testes.

Após a validação dos testes, os resultados logo apareceram. “Registramos novas implementações que geraram, de imediato, crescimento de 2% na conversão, o que pode ser considerado um valor alto por serem mudanças isoladas”, revela Zanatta.

⇒ LEIA TAMBÉM: Como a Netshoes conseguiu faturar mais de R$ 100 milhões com as redes sociais

Amazon

A Amazon, gigante do varejo online, é uma referência quando se trata de UX Design. Entre as muitas experiências que a empresa faz nessa área, destaca-se, por exemplo, a classificação das reviews.

Pensando em dar mais informações sobre os produtos aos clientes, a Amazon evidencia as reviews mais bem classificadas por outros usuários. Assim, o cliente não perde tempo lendo reviews que não acrescentam nada na decisão de sua compra.

Outra prática adotada pela loja virtual é o botão 1-Clique. Como a loja já tem o endereço e a forma de pagamento registrados de clientes cadastrados, eles podem comprar um produto sem precisar colocá-lo no carrinho de compras. Basta clicar em “Compre com 1-Clique” e o pedido será feito instantaneamente.

Responsável pelo departamento de UX Design da Amazon, Charlie Claxton afirma que a experiência do usuário gera um retorno entre 2 e 100 dólares para cada dólar investido.

Ocean Drop

Criada em janeiro deste ano, a Ocean Drop já nasceu online e com o conceito de UX Design bem estabelecido. Trata-se de um e-commerce que vende cápsulas de superfoods.

“Existem muitas plataformas similares. Diante desse cenário, percebemos que a melhor forma de nos diferenciar seria investir na experiência do usuário, oferecer algo interessante e novo, e não somente um processo usual de compra”, explica Murilo Canova, CEO da Ocean Drop.

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Dentro do processo de criação da plataforma, a empresa se preocupou bastante com a usabilidade, isto é, facilitar a navegação do usuário. Isso incluiu a construção de um site clean, com textos curtos e imagens que “conversam” e se conectam entre si, além do posicionamento certo dos botões.

Usando fotos reais no lugar de animações, os responsáveis pela usabilidade do site acreditam que despertam mais facilmente o desejo do usuário de comprar na loja.

Após esse investimento em UX Design, a empresa está bem satisfeita com os resultados de visitas e conversão. Com apenas uma semana no ar, a página chegou a mais de 500 acessos e 1% de conversão.

Esse número está dentro das metas iniciais da loja, tendo em vista que se trata de um e-commerce recém-nascido e que a média nacional de conversão é de 1,65%, de acordo com a Experian Hitwise, empresa americana de marketing.

Oppa

Um dos mais conceituados e-commerces de móveis do Brasil, a Oppa valoriza muito a experiência do usuário. Nesse sentido, a empresa começou a investir em UX Design a partir de 2014. Em março de 2015, o site já estava todo reformulado.

Mas, como dito no início do texto, o processo não pode parar. “Nossas atualizações estão em constante desenvolvimento, agregando novas personalizações e funcionalidades conforme as necessidades vão surgindo. Nosso DNA inovador não permite nos manter engessados”, observa Jefferson Nascimento, gerente de Marketing da loja.

Sabendo que, segundo o IBGE, 60% dos brasileiros acessam a internet por meio de um dispositivo móvel, a Oppa decidiu trabalhar com um conceito multiplataforma. Isso significa que há conteúdos e tecnologias específicas para cada tela (tablet, desktop, smartphone).

                                               Página inicial do site-versão desktop

                                              Página inicial do site-versão mobile

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Outras mudanças foram concretizadas após muitos testes A/B. Nisso, surgiram novos serviços e funcionalidades, como espaço para lista de casamento, ambiente para fornecedores e vitrines de recomendações. Tudo isso visando a uma experiência completa.

Repare que o detalhe pode fazer toda a diferença. Portanto, estude seu público, faça muitos testes e sempre coloque a experiência do usuário como prioridade, assim, você logo vai perceber os resultados, muitas vezes, com pequenas mudanças.