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5 lições de empreendedorismo (e de vida) dos jurados do MasterChef Brasil

Você pode aprender muito com Paola, Jacquin e Fogaça

Criatividade, bom gosto e ousadia. Quem acompanha o MasterChef Brasil, reality show de gastronomia exibido pela Rede Bandeirantes, reconhece facilmente algumas das características mais marcantes dos três chefs de cozinha que também são os jurados do programa. 

Muito mais do que criar − e julgar − pratos saborosos e bonitos, a argentina Paola Carosella, o francês Erick Jacquin e o brasileiro Henrique Fogaça podem nos ensinar valiosas lições de empreendedorismo.

Conheça um pouco da vida, dos negócios e do modo de pensar destes chefs brilhantes e descubra o que você pode aprender com eles:

1 – Identificar e aproveitar oportunidades (com Paola Carosella)

“Não são as oportunidades que aparecem em sua vida que importam, mas sim o que você faz com elas.”Esta afirmação foi feita por Paola em um dos episódios do programa. Mas, mais importante do que falar, é agir com coerência, colocando em prática seus próprios ensinamentos.

E foi exatamente isso que a exigente chef fez quando um dos destaques da segunda edição, o Lucas Furtado, foi eliminado. A jurada não hesitou e convidou o cozinheiro para estagiar em seu restaurante, o premiado Arturito.

Paola enxergou uma boa chance, acreditou no potencial do participante e arriscou. Um empreendedor deve saber identificar as melhores oportunidades que surgem em sua trajetória. O segredo é observar e estar atento a tudo o que acontece à sua volta.

Com muita observação e análise crítica, identificar oportunidades fica mais fácil e pode definir o sucesso do seu negócio.

2 – Não ter medo de arriscar (com Henrique Fogaça)

Quem vê hoje Fogaça entre os melhores chefs do Brasil, amedrontando os competidores do programa e dando verdadeiras aulas de gastronomia em alguns episódios, não imagina que ele já foi bancário, estudante de Arquitetura e de Comércio Exterior.

Quando chegou a São Paulo, o piracicabano cozinhava pouco e vivia à base de pratos congelados. A paixão pela culinária apareceu quando o jovem começou a cozinhar sua própria comida. Disposto a dar um novo rumo à sua vida, cursou Gastronomia, estagiou em restaurantes premiados e começou vendendo lanches em uma Kombi nas ruas de São Paulo.

Hoje, o chef se divide entre o restaurante Sal Gastronomia, o bar Cão Véio e O Mercado Feira Gastronômica. E planeja abrir mais um restaurante até o fim deste ano.

A trajetória de Fogaça mostra que empreender envolve correr riscos. Quando ele decidiu deixar a “vida boa” de bancário, nada lhe garantia o sucesso como chef que hoje ele tem. O empreendedor precisa estar disposto a assumi-los para alcançar seus objetivos e, claro, saber administrá-los, caso algo fuja do esperado.

3 – Ser persistente e não desistir nos obstáculos (com Erick Jacquin)

O premiado chef Erick Jacquin já passou por uma séria crise nos negócios no fim de 2013. Problemas de administração levaram o chef a fechar as portas do restaurante La Brasserie, eleito várias vezes o melhor restaurante francês do país.

Mas Jacquin não desistiu. Sócio também do Tartar & Co, o chef passou a dedicar mais tempo ao bistrô, tornando-o referência da culinária francesa no Brasil, especialmente no que diz respeito ao prato principal: steak tartar.

Logo foi convidado para ser jurado do MasterChef Brasil, e seu carisma  colocou-o no topo novamente.

Hoje, ele também atua como consultor do Le Bife (que funciona no local do extinto La Brasserie) e do La Cocotte Bistrot. E usa seu bistrô e sua história para dar palestras sobre gastronomia e empreendedorismo.

A persistência é essencial para os empreendedores. Sabe aquele momento em que os negócios parecem não evoluir? Respire fundo, arregace as mangas e busque alternativas para superar as dificuldades que parecem não ter saída.

4 – Engajar-se em uma causa social (com Henrique Fogaça)

Ganhar dinheiro e ajudar a impulsionar o desenvolvimento econômico do país é bom, claro, mas será que um negócio se resume apenas a isso?

Henrique Fogaça sabe da importância do empreendedorismo social e do impacto que ações focadas no bem-estar social podem gerar no mundo.

O chef participa do projeto Chefs Especiais, que tem como missão facilitar a autonomia de pessoas com síndrome de Down e inseri-las na sociedade por meio de aulas de culinária com chefs de cozinha famosos.

Empresas bem-sucedidas também precisam pensar em responsabilidade social corporativa. Você já imaginou alguma forma de sua empresa contribuir para uma sociedade melhor?

5 – Criar suas oportunidades, não esperar que elas “caiam do céu” (com Paola Carosella)

A trajetória de Paola Carosella é uma verdadeira lição de vida. Radicada no Brasil, a chef nasceu numa família pobre na Argentina e passou grande parte da infância ajudando seus avós com trabalhos manuais, que envolviam horas de limpeza de diversos animais que iam para a panela.

Depois de terminar o colegial, Paola começou a trabalhar em cozinhas de restaurantes em Buenos Aires, Nova York, Califórnia e França, onde, a duras penas, aprendeu a disciplina e o comprometimento. Hoje, tem dois restaurantes em São Paulo: o Arturito e o La Guapa.

A determinação foi essencial para a chef realizar o que não aconteceria naturalmente sem muito esforço e força de vontade. Essa é uma das principais lições para um empresário.

Bônus: Aprenda, também, com a Ana Paula Padrão 

Quem assiste ao programa, sabe que os três jurados não são os únicos que brilham em cena. A jornalista Ana Paula Padrão apresenta o programa, e sua participação rende comentários semanalmente, especialmente entre os internautas.

Fora das telinhas, Ana Paula também tem muito a ensinar aos empreendedores, literalmente. Ela se dedica a projetos de empreendedorismo, como a Escola de Você, um curso online gratuito que apoia o crescimento pessoal e profissional da mulher.

A apresentadora também participa de eventos de fomento ao empreendedorismo, como a Virada Empreendedora.

Aproveite as lições de dedicação, persistência, coragem e ousadia dos famosos chefs de cozinha e aplique-as aos seus negócios. Quem sabe seu negócio não se torna um “prato padrão MasterChef”?