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Aprenda como delegar de forma eficiente

Veruska Olivieri

Veja como orientar bem sua equipe pode poupar tempo e impulsionar seus resultados

Esta semana identifiquei um tema recorrente em meu trabalho de coaching para empresas: a reclamação constante de: “Já falei um milhão de vezes que isso precisava ser feito e fulano não me escuta!”.

Lógico que não é possível generalizar ou encontrar uma receita única que se aplique a todos os casos, mas a questão é que, muitas vezes, a responsabilidade por esta situação é de quem lidera ou gerencia. Veja que não estou falando de culpa, mas sim de responsabilidade.

O ponto é que lidar com pessoas é um tema complexo (e que, certamente, demanda vários textos) e possui diversos desdobramentos. Um deles se refere à “capacitação” do seu colaborador para realizar determinada atividade. Não falo de capacitação formal, mas de orientação. O tema, aqui, é entender e diferenciar a delegação feita de maneira adequada da, já famosa, “de-largação”.

O que acontece é que muitos delegam, solicitam, “passam a tarefa”, segundo o seu próprio jeito de fazer. Sob o seu próprio modelo mental. E acabam não percebendo – ou ignorando – que a forma de quem recebe a demanda pode ser diferente. Bem diferente!

Para cada perfil uma comunicação distinta

- Para alguns é importante que a orientação seja feita com foco nos detalhes: “Faça assim, nesta frequência, com esta característica”;

- Outros precisam ser informados a respeito do objetivo e de como esta tarefa está ligada ao alcance de objetivos maiores: “Isso que estou te pedindo precisa acontecer por conta disso e daquilo, e está ligado àquela nossa prioridade tal”;

- Outros se comprometem quando se sentem parte do alcance da solução: “Preciso deste resultado. Como você acha que é possível chegar a isso? Como podemos solucionar este problema?”.

O fundamental é observar as pessoas que trabalham com você. Entender como elas funcionam e como fazer para “acessar” o seu comprometimento. Obviamente, isso implica tempo e esforço. Nada mais natural. E olha que nesta mesma semana eu ouvi o seguinte: “Tá, tudo bem, concordo com isso, mas a nossa rotina é agitada e tudo é muito rápido. Não tenho tempo para ficar orientando o tempo todo!”.

Sério?!

Acho que você que está lendo pensou a mesma coisa que eu respondi: “Ok! Você não tem tempo para delegar de forma correta, mas tem tempo para fazer duas vezes? É isso? Porque você diz que não pode investir tempo orientando, planejando, mas vai ter que dedicar tempo a corrigir, a chamar a atenção, enfim. Não me parece muito eficiente”.

Outra coisa importante para se levar em consideração: orientar, ensinar, explicar é como encher o “pote” de maturidade do seu colaborador para determinada função. À medida que você faz isso, seu colaborador vai se tornando mais apto a encontrar soluções por si mesmo, gerando maior autonomia, e isso faz com que ele demande menos de sua atenção, de seu monitoramento e suas cobranças. Por outro lado, você ganha mais tempo para se dedicar às questões mais estratégicas, características do seu cargo.

No fim das contas, é importante pensar o seguinte: é função primária de quem gerencia promover, de maneira consciente e estratégica, a autonomia de quem trabalha em sua equipe. Sendo assim, a pergunta que norteia esta função da liderança é: Como posso fazer para dar maior condição de execução desta atividade a quem eu estou delegando?.

A resposta a esta pergunta pode ser a diferença entre ter uma equipe altamente competente e uma que bate cabeça. A escolha – e a responsabilidade – é sua.