Principais indicadores do e-commerce em 2025
Dados da Abiacom revelam que o e-commerce brasileiro encerrou 2025 com faturamento recorde, crescimento consistente de pedidos e quase 100 milhões de compradores ativos, consolidando o digital como canal essencial de vendas e tornando indispensável investir em uma loja virtual competitiva em 2026 para ampliar resultados e presença nacional sustentável.
O e-commerce brasileiro encerrou 2025 confirmando uma transformação que já vinha acontecendo nos últimos anos: vender e comprar online deixou de ser uma alternativa e se tornou parte central da dinâmica do varejo. Os dados divulgados pela Abiacom mostram um setor sólido, em expansão e cada vez mais integrado à rotina dos consumidores.
Mais do que apresentar números expressivos, os indicadores ajudam a entender comportamento, perfil de público, distribuição geográfica e hábitos de consumo. Para empresas que desejam crescer em 2026, esses dados não são apenas estatísticas — são sinais claros de onde estão as oportunidades. Neste artigo, analisamos os principais resultados de 2025 e explicamos por que ter um e-commerce estruturado já é uma necessidade estratégica.
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O desempenho geral do e-commerce em 2025
Os números consolidados pela Abiacom revelam um cenário de crescimento consistente e amadurecimento do setor.
Faturamento supera R$ 235 bilhões
Em 2025, o e-commerce brasileiro alcançou R$ 235,5 bilhões em faturamento, registrando crescimento de 15,3% em relação ao ano anterior.
Esse avanço não é pontual. Ele mostra que o digital continua ganhando participação dentro do varejo nacional. Mesmo em um ambiente econômico desafiador, o comércio eletrônico conseguiu expandir receita em dois dígitos, reforçando sua capacidade de adaptação e escalabilidade.
Para o empreendedor, isso significa que o mercado está ativo, movimentado e receptivo. Existe demanda real — e ela está crescendo.
Ticket médio também aumentou
O ticket médio chegou a R$ 536,60, com alta de 8,98%.
Esse indicador é especialmente importante porque mostra que o consumidor não está apenas comprando mais vezes, mas também está disposto a investir mais por pedido. O ambiente online deixou de ser associado apenas a compras de baixo valor.
Isso abre espaço para:
- Estratégias de venda combinada
- Ofertas progressivas
- Kits de produtos
- Produtos de maior valor agregado
O consumidor está mais confiante — e essa confiança impacta diretamente o faturamento das lojas virtuais.
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Quase 439 milhões de pedidos realizados
Em 2025, foram registrados 438,9 milhões de pedidos, crescimento de 5,8%.
Esse número mostra que o e-commerce está consolidado como parte do dia a dia. Comprar online virou hábito. Seja para itens recorrentes, compras planejadas ou necessidades urgentes, o consumidor recorre ao digital com naturalidade.
94,2 milhões de compradores ativos
O total de compradores online chegou a 94,2 milhões, com alta de 3,2%.
Isso significa que praticamente metade da população brasileira realizou ao menos uma compra online ao longo do ano. E mais importante: essa base continua crescendo.
Para quem ainda não vende online, o recado é claro. O público está lá.
Quem é o consumidor do e-commerce em 2025
Entender o perfil de quem compra é essencial para criar estratégias mais eficientes.
Predominância feminina nas compras
As mulheres representam cerca de 60% dos pedidos, enquanto os homens concentram aproximadamente 40%.
Esse dado mostra que o público feminino tem participação dominante nas decisões de compra online. Isso influencia diretamente:
- Linguagem utilizada na comunicação
- Escolha de categorias
- Estratégias de conteúdo
- Experiência de navegação
Ter uma loja organizada, clara e com informações detalhadas é um fator que impacta diretamente esse público.
Faixa etária mais ativa: 25 a 44 anos
A maior concentração de pedidos está entre:
- 35 a 44 anos (cerca de 35%)
- 25 a 34 anos (aproximadamente 22%)
- 45 a 54 anos (em torno de 22%)
Estamos falando de consumidores economicamente ativos, com renda estável e forte presença digital. São pessoas que conciliam rotina profissional intensa com pouco tempo disponível — e que encontram no e-commerce praticidade.
Isso reforça a importância de:
- Checkouts rápidos
- Informações claras
- Processo de compra simplificado
- Entrega eficiente
Quanto menos etapas e barreiras, maior a conversão.
Classe social: o e-commerce é cada vez mais democrático
Um dos dados mais relevantes divulgados pela Abiacom é a distribuição por classe social.
Classe C lidera com ampla participação
A classe C representa 54% dos pedidos, seguida pela classe AB (32%) e pela classe DE (13%).
Esse dado é significativo porque desmonta a ideia de que o comércio eletrônico é restrito a públicos de maior renda. O digital se popularizou e se tornou acessível.
Para o lojista, isso exige atenção a alguns pontos:
- Parcelamento facilitado
- Preços competitivos
- Transparência nas informações
- Segurança no pagamento
A confiança é um fator decisivo. E ela precisa estar presente em toda a jornada de compra.
Distribuição regional: onde estão os maiores volumes
Os dados regionais ajudam a entender onde o e-commerce está mais concentrado — e onde há potencial de crescimento.
Sudeste concentra mais da metade dos pedidos
A região Sudeste responde por cerca de 55% dos pedidos. É a maior concentração do país, reflexo da densidade populacional, infraestrutura logística e poder de consumo.
Na sequência aparecem:
- Sul (16%)
- Nordeste (16%)
- Centro-Oeste (8%)
- Norte (3%)
Embora o Sudeste lidere, é importante observar que todas as regiões apresentam participação relevante. Isso mostra que vender online é, de fato, vender para o Brasil inteiro.
Estados com maior destaque
São Paulo lidera com folga no volume de pedidos, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. Estados do Sul também apresentam forte participação.
Esses dados ajudam a orientar:
- Campanhas segmentadas
- Estratégias de frete
- Estoque regionalizado
- Logística de distribuição
Com planejamento adequado, é possível explorar mercados além da região de origem da empresa.
Saiba mais: Como fazer o controle de estoque de loja virtual?
Mobile domina as compras online
Um dos indicadores mais importantes de 2025 é o avanço das compras via dispositivos móveis.
55% das compras foram feitas pelo celular
O mobile representou 55% dos pedidos, enquanto o desktop ficou com 45%.
Isso confirma uma mudança definitiva no comportamento do consumidor. O celular se tornou o principal canal de navegação, pesquisa e compra.
Para qualquer negócio digital, isso significa que:
- O site precisa ser responsivo
- O carregamento deve ser rápido
- A navegação precisa ser intuitiva
- O checkout deve funcionar perfeitamente em telas menores
Se a experiência no celular não for boa, a perda de vendas é praticamente certa.
Categorias mais vendidas em 2025
Os dados da Abiacom também mostram quais segmentos lideraram em volume de pedidos.
Eletrodomésticos na liderança
A categoria de eletrodomésticos aparece como a mais representativa, com cerca de 20% de participação.
Isso demonstra maturidade do consumidor digital. Produtos de maior valor, que antes geravam insegurança na compra online, hoje são adquiridos com naturalidade.
Outras categorias em destaque
Também tiveram forte participação:
- Casa e decoração
- Informática
- Moda e acessórios
- Eletrônicos
- Telefonia
- Beleza e saúde
- Alimentação
Essa diversidade reforça que o e-commerce não está restrito a um único segmento. Existe espaço para diferentes modelos de negócio.
O que esses indicadores significam para 2026
Os números de 2025 mostram um mercado sólido e competitivo. E isso traz duas conclusões importantes.
A primeira é que o consumidor está digital. Ele pesquisa, compara preços, lê avaliações e compra online com naturalidade.
A segunda é que a concorrência também está digital.
Não ter presença online em 2026 significa:
- Perder visibilidade
- Limitar alcance geográfico
- Reduzir potencial de faturamento
- Ficar dependente exclusivamente do ponto físico
Enquanto isso, quem tem e-commerce pode:
- Vender 24 horas por dia
- Atender todo o território nacional
- Escalar operações
- Coletar dados estratégicos sobre comportamento do cliente
Estrutura e experiência: o que faz diferença na prática
Com o mercado mais maduro, apenas “estar online” não é suficiente. É preciso ter estrutura.
Alguns pontos se tornaram essenciais:
- Plataforma estável e segura
- Layout profissional
- Ambiente adaptado para mobile
- Meios de pagamento variados
- Certificado de segurança
- Boa hospedagem
A experiência de compra influencia diretamente a decisão do consumidor. Um site lento, confuso ou pouco confiável reduz conversão.
Os dados divulgados pela Abiacom deixam claro que o e-commerce brasileiro encerrou 2025 fortalecido, com crescimento consistente e base ampla de consumidores.
Com R$ 235,5 bilhões em faturamento, quase 439 milhões de pedidos e 94,2 milhões de compradores ativos, o comércio eletrônico é um dos principais motores do varejo nacional.
Em 2026, a pergunta não é se vale a pena vender online. A pergunta é: sua empresa está preparada para competir em um mercado que já é majoritariamente digital?
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