LOGO UOL HOST

Receba por e-mail as novidades e publicações da Academia UOL HOST

6 dicas para encontrar bons fornecedores

Encontrar os fornecedores certos é um desafio cuja importância muitos empreendedores só se dão conta quando erram – afinal, não tem pesadelo pior que vender algo e descobrir, depois, que não tinha em estoque ou que seu fornecedor, por alguma razão, não poderá entregar.

Infelizmente, não é um problema incomum: basta um passeio por sites de reclamação e redes sociais para encontrar relatos de pessoas que compraram e não receberam, e empresas que tentam se justificar explicando a falha do fornecedor. 

E, sentimos informar, não existe saída fácil. Quanto mais parceiros você pesquisar, conhecer e testar, maior a chance de você encontrar os fornecedores certos para sua empresa e evitar futuras dores de cabeça. Quer saber como encontrá-los? Siga nossos passos:

1) Contate o fabricante

Ninguém melhor que o fabricante para lhe indicar as empresas que revendem seus produtos no atacado, e considerando que eles estão altamente interessados em vender para mais pessoas como você, invista no relacionamento e relate qualquer problema que já tenha tido com algum fornecedor – isso será muito útil para que eles possam melhorar a rede de distribuição, e todos sairão beneficiados.

Alguns fabricantes de médio porte podem, ainda, vender diretamente seus produtos no atacado, então não deixe de investigar esta possibilidade – mas fique atento: se notar que o fabricante também está vendendo diretamente no varejo ou que oferece descontos excessivamente grandes, desconfie. Ele pode não ser um fornecedor verdadeiro.

2) Vá fundo na pesquisa online

Não quer dizer simplesmente escrever “nome do produto + fornecedor” no Google e escolher os primeiros resultados. Você deve percorrer muitas páginas de pesquisa e clicar nos endereços para conhecer as empresas, e deve, também, experimentar a combinação de outras palavras, como “revendedor”, “venda no atacado”, “distribuidor”, “depósito”, e assim por diante.

Por muitas razões, os distribuidores (e também os fabricantes) não investem tanto em imagem e em marketing (já que não lidam diretamente com o cliente final), o que resulta em sites pobres e antigos e em baixa classificação nos buscadores. Evite julgá-los por isso e entre em contato para conhecê-los melhor.

3) Engenharia inversa

Se você não teve sucesso em encontrar o fornecedor de um produto específico, você pode ainda comprá-lo de alguma loja e contar com a sorte para, com o produto em mãos, rastrear o distribuidor original. Esta é uma tática um tanto duvidosa, o tipo de coisa que muita gente faz (por isso faz parte desta lista), mas poucos assumem. Por isso, a recomendação é clara: tenha isso como uma opção, mas evite transformar num modus operandi. Até porque o ideal é que sua loja consiga se diferenciar e não seja uma cópia de outras, certo?!

4) Feiras fechadas

Quase todas as áreas de negócio possuem feiras em que fornecedores se organizam em estandes para se apresentar a compradores. Basta que você organize sua agenda para comparecer a algumas do seu interesse. Tenha em mente que esses fornecedores precisaram fazer um investimento para estar ali e que isso, de alguma forma, já assegura o profissionalismo deles (pelo menos o quanto estão levando a sério o crescimento das vendas), e a relativa ordem da documentação. Aproveite esses eventos, frequentados apenas por profissionais do setor, para fazer contatos e até descobrir novos produtos interessantes.

5) Catálogos

Digamos que você more muito distante dos grandes centros, onde normalmente ocorrem as feiras de fornecedores e que, por isso, tenha dificuldade em visitá-las. Isto não é desculpa para você não conhecer novos distribuidores. Sempre é possível navegar pelo site das organizadoras e, muitas vezes, elas disponibilizam a lista dos expositores com telefone e site. Outras vezes, é necessário comprar o catálogo da feira para ter acesso à lista completa, mas nunca é impossível.

Sites de associações também são endereços interessantes para descobrir, gratuitamente, que empresas estão no mercado tão seriamente que decidiram filiar-se às instituições. Claro que isto não é garantia de qualidade, mas já serve como um parâmetro, não é?!

6) Mercados fixos

Muitos setores contam com mercados fixos de varejo – caso das roupas, de alguns eletrônicos e de outras áreas. Então, se você vende roupas, por exemplo, pode dedicar um período da sua agenda para visitar lojas de atacado no Bom Retiro ou no Brás, em São Paulo. Caso trabalhe com desenvolvimento de tecnologia, pode tentar conhecer empresas do Porto Digital, em Recife. O melhor dessa estratégia é que em uma única saída você pode visitar vários fornecedores e conhecer in loco seus métodos e produtos. 

Gostou das dicas? Então boa sorte na caça aos bons fornecedores!