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Existe idade certa para empreender?

Você já deve ter lido por aí que Mark Zuckerberg quando fundou o Facebook tinha apenas 19 anos e era ainda um estudante universitário. Provável que você também conheça a história de Roberto Marinho, que fundou a TV Globo, a maior emissora  país, com 60 anos de idade.

Hoje, a rede social possui 1,35 bilhão de usuários pelo mundo e serve como palco para ações de marketing de milhares de grandes empresas. Só no ano passado, a plataforma gerou uma receita de 7,87 bilhões de dólares. Já a Rede Globo acumula cerca de 80% de toda a renda publicitária do país.

Zuckerberg e Marinho são apenas dois exemplos de um mundo sem regras, pelo menos no que diz respeito à idade.

O desejo de empreender também está cada vez mais presente entre os brasileiros , independente da faixa etária. De acordo com pesquisa da Endeavor Brasil, três em cada quatro pessoas querem abrir o próprio negócio.

“Montar um negócio é o terceiro maior sonho do brasileiro, ficando atrás apenas da casa própria e do automóvel”, destaca Milton Camargo, diretor executivo do Grupo Empreenda, que presta consultoria a empreendedores. 

Se você faz parte dessa turma, saiba que nunca é cedo ou tarde demais para concretizar o seu sonho. Mas tenha em mente que, em qualquer situação, dificuldades vão aparecer. Camargo aponta quais são as vantagens e desvantagens de empreender em cada idade. Confira:

Jovem empreendedor

Os mais jovens podem dedicar mais tempo e energia no novo negócio já que, de um modo geral, ainda não têm uma família para cuidar e, muitas vezes, podem abrir mão mais facilmente de um trabalho de carteira assinada.

Outro ponto que joga a favor dos mais jovens é o contato com as novas tecnologias desde cedo, além da predisposição a ousar mais nas ideias. “Eles desejam escrever os seus nomes na história, querem que as coisas aconteçam. Por isso, encaram melhor os riscos”, acrescenta Camargo.

Do outro lado, eles também enfrentam desafios quando decidem empreender: “Não dá para generalizar, mas em linhas gerais eles vão sentir falta de um networking profissional e de recursos financeiros. Eles ainda não saber conciliar as necessidades mais urgentes com os objetivos de longo prazo. Para completar, muitos são impacientes e afobados”, diz o especialista.

Ainda assim, se tudo der errado, eles têm a chance de recomeçar tudo do zero e aprender com os primeiros erros.

Empreendedor “maduro”

Depois de anos trabalhando e cumprindo ordens do chefe, chegou a hora de ser dono do próprio negócio. Conhecer mais profundamente o mercado em que pretende atuar e ter mais maturidade são pontos a favor dos mais experientes. Mas isso, na prática, pode virar um problema.

“Pensar que já sabe o ‘caminho das pedras’, menosprezando as mudanças do mercado prejudica para o sucesso do empreendimento”, aponta Camargo. Nesse caso, é preciso se reinventar, deixar de lado certos vícios que o impediram de empreender anteriormente e, principalmente, ter um sucessor identificado.

Outro potencial empecilho é o medo de jogar tudo para o alto e não ter como arcar com o sustento da casa e da família. Por isso, quem vai empreender mais tarde, precisa de uma reserva financeira maior.

Por outro lado, a experiência ajuda o empreendedor a ser mais paciente e a esperar o melhor momento para arriscar. Além disso, com a rede de contatos que ele criou ao longo dos anos no mercado, fica mais fácil formar uma equipe mais qualificada.