LOGO UOL HOST

Receba por e-mail as novidades e publicações da Academia UOL HOST

Série Retrospectiva 2014: 5 fatos que movimentaram o e-commerce em 2014

A série retrospectiva 2014 vai relembrar os fatos marcantes do ano para o comércio eletrônico e para o mundo digital. Nos textos, você irá acompanhar desde as ações mais bacanas de marketing que rolou em 2014, até as gafes cometidas por empresas nas redes sociais. Vamos relembrar, também, temas importantes para o mercado eletrônico, que foram pauta por aqui durante o ano. Esse é o quinto texto de uma série de 5. Não deixe de ler todos os textos:

Série Retrospectiva 2014 (Parte 1): O que rolou de melhor (e pior) no mundo digital em 2014

Série Retrospectiva 2014 (Parte 2): 8 ações de marketing digital que marcaram 2014

Série Retrospectiva 2014 (Parte 3): 10 fatos de 2014 que as marcas aproveitaram para movimentar as redes sociais

Série Retrospectiva 2014 (Parte 4): 6 gafes que movimentaram a internet em 2014

Quando você vê, o ano já passou. Parece que foi assim, em um piscar de olhos e que nem deu tempo de muita coisa acontecer. Ah, mas é aí que você se engana. Rolou muita água por baixo das pontes de 2014, pelo menos no que diz respeito ao mundo do comércio eletrônico. 

Desde assuntos ligados a leis e regulamentação, como o fim do Protocolo 21 e o Marco Civil da Internet, até a invasão dos e-commerces da China, que ganham cada vez mais adeptos no Brasil.

Com certeza 2014 ficará marcado na história do e-commerce. Veja porque:

1- Fim do protocolo 21

A guerra fiscal que envolvia a bitributação do ICMS chegou ao fim. Tudo começou em fevereiro de 2014, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux aprovou uma liminar que suspende a validade do Protocolo 21.

A liminar foi solicitada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e teve caráter provisório até a avaliação do STF.

Em setembro, por unanimidade, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade do Protocolo ICMS 21/2011, ou seja, agora a decisão é permanente.

Esse acordo obrigava as empresas, de qualquer estado, que entregassem encomendas em algum dos 19 estados participantes do Protocolo 21, a pagarem ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) ao estado de destino. Só que para sair da loja, a empresa já paga essa taxa ao local no qual ela se encontra. Ou seja, o mesmo imposto era pago duas vezes.

Isso era um problema bem sério para lojas virtuais que tinham clientes no estados participantes do protocolo e acabavam até repassando esse valor ao cliente, deixando a mercadoria mais cara. Mas isso, agora faz parte do passado!

Para entender, detalhadamente, como funcionava o Protocolo 21, seus efeitos, causas e o pedido de liminar, leia o texto:  ICMS: entenda como é feita a cobrança desse imposto em operações interestaduais.

2- Marco Civil da Internet

Em junho de 2014, entrou em vigor o projeto que nasceu em meados de 2009, visando regular o uso da internet no Brasil, o tal do Marco Civil da Internet. A ideia é que ele seja uma espécie de Constituição da Internet, definindo direitos e deveres para usuários, empresas e governo.

Nesse contexto, de acordo com as novas normas, o e-commerce encontrou uma nova barreira: as regras de privacidade que trouxeram impacto direto às atividades de marketing dirigido. Há quem diga que, de acordo com as novas regras, o remarketing está proibido. No entanto, não é isso que vimos ao longo de 2014...

Para saber tudo sobre o Marco Civil e os impactos dele no e-commerce, leia: Marco Civil da Internet: como a nova lei afeta o comércio eletrônico.

3- Mobile Commerce

Os dispositivos móveis, sem dúvidas, fizeram a diferença na história do e-commerce brasileiro em 2014.  A participação do dispositivo móvel no comércio eletrônico nacional subiu de 3,8%, em junho de 2013, para 7% no primeiro semestre de 2014, segundo a consultoria e-bit. Isso significa, em valores, um faturamento de 1,13 bilhão de reais e um total de 2,89 milhões de pedidos via mobile.

A adoção de estratégias para atender esse público, como o investimento em design responsivo, passou a figurar na lista de prioridades das lojas virtuais brasileiras. Ainda há muito a melhorar nesse sentido, e o mobile commerce ainda tem muito a crescer no Brasil. No entanto, foi em 2014 que o comércio eletrônico brasileiro começou a sentir a força que esses aparelhos têm na hora das transações.

Para saber mais sobre essa tendência, leia: Mobile commerce: a revolução no comércio eletrônico já começou.

4- Mudanças no Facebook

As mudanças promovidas pela rede social mais popular do mundo foram tantas que até parecia notícia repetida. Mas, não era. De fato, o Facebook anunciou muitas vezes mudanças nos algoritmos, que impactaram, principalmente, o alcance orgânico das publicações. Fato que obrigou as empresas a abrirem a carteira e passar a investir mais em anúncios e posts patrocinados.

Outras mudanças envolveram layout e a vigilância sobre links postados, evitando a prática de “click-baiting”.

Nesse ano, o Facebook anunciou também o início de testes do botão “comprar”, que irá viabilizar transações comerciais dentro da rede. Vale citar, também, que, no começo do ano, Mark Zuckerberg comprou o aplicativo WhatsApp.

As mudanças e novidades envolvendo o Facebook foram tantas, que renderam diversos textos na Academia. Relembre cada caso:

 6 truques para driblar a diminuição do alcance orgânico no Facebook

O Facebook mudou de novo! Saiba tudo sobre as novas fanpages

Facebook está de olho nos links que você publica em sua fanpage

Novas funcionalidades no Google Now e Facebook podem movimentar o e-commerce

5- Boom do e-commerce chinês

Preço baixo. Esse é o maior atrativo das lojas virtuais chinesas que vêm conquistando público de diversos países, inclusive do Brasil.

De acordo com estudo da eMarketer, o e-commerce chinês deve fechar 2014 com um avanço de 64%, enquanto na Índia, segunda colocada no ranking, o crescimento projetado é de 32%. O Brasil aparece logo em seguida, com um aumento de 19%.

O maior responsável por esse sucesso é o Grupo Alibaba, detentor de um conjunto de diversas lojas virtuais, contabilizando um portfólio de 800 milhões de produtos. O Grupo estreou, nesse ano, na Bolsa de Nova York com uma IPO (oferta pública inicial) que tem tudo para ser o maior da história, ultrapassando a marca de 20 bilhões de dólares, valor de mercado maior que as outras gigantes do comércio eletrônico eBay e Amazon.

Quer saber mais sobre o e-commerce chinês? Leia: Fique por dentro: O "boom" dos e-commerces chineses.