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Erros são o caminho do sucesso

Por Bruno Perin

Já pensou em usar um dos mais importantes princípios das startups na sua vida? Exatamente, esses negócios inovadores que desafiam as “certezas” tendem a ser experts em acumular erros em busca de algo maior, um modelo de negócio. A questão é que quanto mais adequados são esses tropeços, mais rápido elas crescem e alcançam seus objetivos. Mas, e as pessoas, também são assim? 

Você sabe quem foi Michael Jordan? Se pensou que foi o maior jogador de basquete de todos os tempos é um fato a ser discutido, mas alguns diriam que você está errado. No entanto, um fato é incontestável: ele foi o profissional de basquete que mais errou cestas na história. Ou seja, aquele que é considerado, pela maioria, a grande referência do esporte também foi o que mais “falhou”. E Thomas Edison? Você vai pensar, agora, que é a pessoa que mais errou invenções, mas acertou na lâmpada. Não sei se foi a que mais errou, mas certamente está entre uma delas, e também trouxe ao mundo ideias incríveis. E Einstein? Jobs? Gandhi?

Sim, todas essas pessoas cometeram incontáveis erros, mas por meio de suas atitudes ousadas e persistência causaram impactos gigantes na humanidade. Agora pense: seria melhor eles terem errado menos?

A questão é que no Brasil o fracasso é como uma doença contagiosa, que parece ser melhor ficar longe e evitar a todo custo. Mas não é porque grande parte das pessoas, infelizmente, pensa assim, que você também deve pensar. Um dia, algumas pessoas acreditavam que as mulheres não poderiam trabalhar. E se todo mundo continuasse pensando dessa forma? Já imaginou que porcaria? Olha que incrível foi elas entrarem no mercado e assumirem a liderança das empresas. A evolução veio com a mudança de atitudes e pensamentos, e assim pode ser com a cultura dos erros.

Você não acha nobre uma pessoa que arrisca fazer algo, se joga para realizar uma ação e, mesmo que dê errado, nós olhamos e pensamos “nossa, essa pessoa foi corajosa”. E agora, se essa mesma pessoa for tentar novamente, você não acredita que a chance dela é maior? Afinal, ela aprendeu situações novas, está mais habituada com o que vai fazer... Se fôssemos apostar, eu diria que as chances dela cresceram.

Deixe-me provocá-lo: e se você fosse livre para errar, na busca dos seus sonhos e obviamente não prejudicando os outros, como seria?

É ótimo pensar assim, concorda? No entanto, deixe-me te contar: você já é livre assim. 

A verdade é que esse maldito senso comum tem uma direção completamente equivocada de percepção. O foco está em que determinada pessoa não conseguiu algo, e não que ela está mais próxima de uma realização e com um aprendizado maior. São dois lados da mesma moeda, porém, qual deles olhamos define a forma de ver e, infelizmente, de NÃO AGIR da maioria. Estamos algemados a uma prisão que não existe!

E essa é a grande preocupação que gostaria de dividir com você. A forma como estamos lidando com isso deixa muitas pessoas travadas para tentar e outras traumatizadas por terem chegado mais próximo de algo incrível (errado para os chatos). Eu quero mais Jordans, Gandhis, Edisons e por aí vai. Eu quero malucos cheios de erros que fazem a nossa vida melhor.

Logo, se eu puder te pedir algo hoje seria: incentive uma pessoa próxima de você que errou (ou várias). Diga-lhe o quanto você respeita o fato de ela ter ousado e que pessoas admiradas por todos nós erraram muito mais que elas, ou seja, a quantidade de erros delas deve aumentar consideravelmente. Vamos ver aonde isso vai chegar. No mínimo, você vai ganhar um muito obrigado ou alguém vai chegar até você e te dar o mesmo incentivo. De qualquer forma #pormaiserrosdobem.

Coloque sua vontade de fazer acontecer acima dos medos de errar e #partiu!