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4 empresas que apostam no nicho de bebês e fazem sucesso

Lojas virtuais vendem produtos voltados para os pequeninos

Enxoval, fraldas, cosméticos, babá, escolinha, brinquedos e até joguinhos eletrônicos. Quem está (ou já passou) na fase de pai/mãe de bebês e crianças sabe que as despesas são grandes.

Por outro lado, para quem quer investir em um negócio, apostar em produtos voltados para os pequeninos pode ser uma escolha certeira. Afinal, se os pais gastam tanto, é porque tem alguém na outra ponta faturando.

Dados revelados pelo Instituto Alana, projeto que analisa as diversas vertentes do mundo infantil, mostram que o mercado brasileiro de produtos para bebês quase dobrou de tamanho nos últimos cinco anos. Em 2014, o nicho registrou faturamento anual de 13 bilhões de reais.

Destaque para o segmento de roupas para crianças e bebês, que hoje é responsável por movimentar 15% do faturamento de todo o mercado da moda.

Os números atraentes e os clientes fofos e sorridentes vêm atraindo o olhar de muitos empreendedores digitais. Confira, a seguir, histórias de empresas que apostaram nesse nicho e estão “rindo à toa”:

Bebê de Grife

Consumidores assíduos de lojas virtuais, os amigos Renato Alves, publicitário, e o dentista Alexandre Mesquita buscaram na internet o enxoval dos filhos que estavam a caminho, e não encontraram muitas opções de grifes. Assim, acabaram optando pelas compras no exterior.

“Ficamos impressionados com a quantidade de brasileiros que estavam nos Estados Unidos com o mesmo objetivo que o nosso. Por isso, decidimos estudar o mercado brasileiro para saber se era viável comercializar esses produtos em território nacional. Foram nove meses de estudo para lançar a nossa marca”, lembra Alves.

investimento inicial na empresa foi de 200 mil reais, vindos dos próprios sócios. A loja está no ar desde maio de 2015, e a expectativa é atrair cerca de 20 mil visitantes únicos por mês, com tíquete médio de 270 reais.

“O objetivo da empresa é faturar 300 mil reais a partir do segundo semestre, com previsão de faturamento de 700 mil reais em 2016”, conta Alves.

O site conta com um mix de produtos para bebês e crianças, da prematuridade até os seis anos. Comercializa roupinhas de grifes mundialmente reconhecidas, como Tommy Hilfiger, Levi’s, Converse All Star e Skip Hop, além de grifes nacionais, como Toffee, Missfloor e Grow Up, entre outras. São 21 marcas diferentes em um catálogo com 700 produtos.

Missy Baby

Ao engravidar, a administradora de empresas Priscila Bastos deixou o emprego de lado para se dedicar à carreira de mãe. Mas as contas não pararam, e ela precisava ter um meio de se manter.

Foi aí que ela decidiu unir o útil ao agradável: por que não investir no público-alvo que ela mais tinha contato no momento, os bebês? Foi assim que nasceu a Missy Baby, loja que vende produtos de higiene, bem-estar, alimentação e moda para bebês de zero a quatro anos, criada com a plataforma do UOL HOST.

“Como já tinha uma ‘veia empresarial’, por conta do meu curso acadêmico, e outra comercial, por causa da minha experiência profissional, resolvi apostar em uma loja virtual que entregasse, para todo o país, produtos exclusivos e inovadores”, conta a empresária.

Entre esses produtos inovadores, podemos encontrar na loja: lixa para as unhas de bebê, porta-caca (saquinho para fralda suja) e um redutor de claridade para carros, da Frozen.

Com planos de dobrar o faturamento da empresa em 2016, a empresária, que já está à frente da loja virtual há dois anos, avalia que mesmo com o mercado retraído, esse é um nicho que continua crescendo.

“Mesmo com toda a instabilidade da moeda brasileira, os produtos da Missy ainda são muito atrativos, já que sempre se antecipam às tendências do mercado baby”, afirma Priscila.

Para conquistar mais clientes, Priscila aposta em uma logística reforçada. “É muito comum as pessoas ficarem com medo de não receber os produtos que compram pela internet, principalmente quando são para o futuro bebê. Sabemos disso e trabalhamos fortemente para cumprir 100% dos prazos estabelecidos”, diz a empreendedora.       

Seu faturamento gira em torno de 80 mil reais por mês, tendo uma base de mais de 5 mil clientes e média de 400 pedidos por mês. Mensalmente, a loja tem um crescimento de 5% em vendas. E os sonhos da empresária não param por aí. Priscila pretende abrir uma loja física em 2016, na zona oeste de São Paulo.

“Ainda estamos em fase de planejamento, mas a ideia de uma loja física é muito importante para a consolidação do nosso projeto. Meu objetivo é que as pessoas pensem em produtos inovadores e lembrem, imediatamente, da nossa loja”, finaliza.

Priscila Bastos participou de um dos episódios do Impulso Digital, dando algumas dicas para os empreendedores digitais. Relembre:

petiteBox

Lançada em julho de 2012, a startup petiteBox, do grupo Glossy Box, trabalha com o modelo de assinaturas, entregando mensalmente caixas com produtos voltados para gestantes e recém-mamães. O conteúdo varia de roupas, cosméticos, produtos de limpeza e higiene a outros mimos.

“Nós dividimos a nossa consumidora em faixas de gestação, conciliando o mês em que ela se encontra com os produtos de parceiros. Temos uma equipe responsável por indicar os itens mais apropriados para cada fase”, conta Felipe Wasserman, CEO da empresa.

Até hoje, os sócios da empresa já investiram 150 mil reais na marca. Agora, estão em busca de novos investidores. E, mesmo com o cenário atual do Brasil, a empresa continua em expansão.

“Hoje temos 1.500 mamães que recebem os kits todos os meses. Apenas este ano já faturamos mais de 1 milhão de reais”, relata o empreendedor.

As redes sociais e o famoso marketing boca a boca são os responsáveis pela maior parte das assinaturas dos produtos.

“As mamães postam nossa caixinha em sua rede social, já que elas a interpretam como um presente. Com isso, 70% das vendas vêm de indicação das próprias clientes”, avalia Wasserman.

01 Digital

Turma da Galinha Pintadinha, Cocoricó, Turma dos Pequerruchos ou o Patati Patatá. Todos esses personagens são os “melhores amigos” da criançada. E, de olho nessa popularidade, a 01 Digital, empresa especializada em criação de apps para dispositivos móveis, descobriu na linha de jogos com os desenhos preferidos da criançada o fôlego necessário para o crescimento da empresa.

“Foi apenas na linha dos bebês que encontramos os melhores resultados, tanto na qualidade de nossas produções, quanto nos números obtidos com downloads e vendas”, relata Roberto Icizuca, diretor de criação da marca.

Somados os aplicativos da empresa voltados para esse público, já foram mais de 10 milhões de downloads no total. Os apps são gratuitos, mas dentro deles é possível comprar adicionais. Esses modelos são conhecidos como freemium, ou seja, o download e parte do conteúdo são grátis, mas há adicionais pagos, que, no caso da 01 Digital, custam de 0,99 centavos a 4,99 reais.

Com mais de 15 anos de experiência no mercado e duas grandes crises econômicas no currículo, o empresário, que já tentou diferentes caminhos para manter a empresa, diz que, enfim, acertou o caminho.

“Queríamos seguir para o lado estratégico de novas tecnologias, mas a demanda dos clientes ainda era por soluções tradicionais, até que o mercado não pôde mais nos ignorar”, relata Icizuca.

Em janeiro, a empresa abriu um escritório em Buenos Aires, na Argentina, para se dedicar aos vizinhos latino-americanos. O faturamento de 2014 girou na casa dos 5 milhões de reais, e a previsão para 2015 é que ele atinja 10 milhões de reais arrecadados.

Animado para começar um negócio? Apostar nesse nicho pode ser uma boa ideia. Boa sorte!