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5 gurus da Administração de Empresas que você deve conhecer

Inspire-se nessas cinco referências da administração moderna!

Quando você é funcionário e está começando uma carreira, há vários profissionais nos quais se inspirar: supervisores, coordenadores, gerentes e por aí vai. Mas quem passa a empreender e liderar seu próprio negócio, muitas vezes, acaba perdendo o referencial de onde buscar inspiração.

E o que pode ser melhor para te motivar a seguir em frente e ser um excelente líder do que alguns dos maiores nomes da Administração de Empresas que já existiram? Vamos conhecer alguns deles agora!

Peter Drucker

Com certeza, você já viu algumas das várias frases e pensamentos inspiradores deste austríaco naturalizado americano que foi um dos responsáveis por mudar a forma como enxergamos e praticamos a administração hoje em dia.

Consultor, professor universitário e autor de mais de 20 livros, logo no início de sua carreira, Drucker foi convidado pela General Motors, uma das maiores empresas do mundo, para realizar uma análise dos procedimentos da empresa. Depois de dois anos de estudo, ele percebeu que a principal força de trabalho de um funcionário não estava em suas mãos, mas sim no conhecimento que ele adquiria no decorrer do processo, e isso fez com que ele publicasse artigos e livros que mudaram a forma como as grandes empresas administram.

Drucker passou, ainda, por empresas como Coca-Cola, IBM e Intel, e o estudo de cada uma delas fez com que ele desenvolvesse sua própria teoria de organização de empresas, além de antever diversas tendências que se confirmaram no decorrer dos anos, como a importância do marketing, da gestão de tempo e produtividade e da onda de privatizações e descentralização dos negócios.

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Clayton M. Christensen

Você pode não ter ouvido falar nesse pensador, mas, provavelmente, conhece teorias e termos que foram desenvolvidos e popularizados por ele. Christensen é autor do conceito de inovação disruptiva.

De acordo com ele, a inovação não está ligada à otimização de algo que já existe, mas sim na criação de um novo padrão de qualidade que eleva o mercado como um todo e transforma conceitos.

Em suma, baseado no exemplo de grandes empresas, ele identificou como é possível vencer a concorrência não pela força, mas sim mudando os parâmetros nos quais concorrem.

É o caso, por exemplo, do Uber, o aplicativo que não se dedicou a copiar o formato dos táxis, com corporações e associações de motoristas, mas que criou um serviço diferente que atende o mesmo público e foi capaz de desestabilizar um mercado já consolidado em todo o mundo.

C.K. Prahalad

A obra do físico indiano naturalizado americano C.K. Prahalad une a estratégia empresarial de elevar o faturamento associada à responsabilidade social de eliminar a pobreza no mundo.

Antes de empresas começarem a identificar o potencial de compra nas classes mais baixas, Prahalad foi capaz de perceber que existiam consumidores nas classes C, D e E ávidos por produtos de qualidade e que atendessem suas necessidades.

Na época, a teoria conhecida como “base da pirâmide” desafiou a ordem econômica e a tendência das empresas de procurar apenas por classes mais ricas para oferecer seus produtos. Mas hoje já foi comprovado que é possível, sim, se estabelecer e ter sucesso com um negócio focado em vender e empregar quem tem menor poder aquisitivo.

Linda Hill

Linda Hill é professora de Administração de Empresas em Harvard e balançou o mundo dos negócios ao afirmar que os próximos grandes administradores não sairiam das grandes universidades ou das salas das maiores empresas do mundo.

Linda acredita que o potencial para liderança e administração não está apenas no conhecimento teórico adquirido nesses ambientes, mas sim no talento de cada funcionário.

O problema, segundo a administradora, é que as empresas tendem a suprimir esses talentos com regras e procedimentos ineficazes, ao invés de dar voz às pessoas que podem mudar o rumo de seus negócios e inovar o mercado, se forem ouvidas.

Mulher, negra e pesquisadora da cultura sul-africana, Hill está quebrando paradigmas e levando inovação para um ambiente que costuma ser altamente machista e seletivo.

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Robert Cialdini

Especialista na arte da persuasão, Robert Cialdini foi capaz de mudar a estratégia e o rendimento de muitas empresas mostrando que é possível influenciar as pessoas sem tapeá-las ou enganá-las, apenas despertando o interesse e a necessidade por algo que elas não sabiam que precisavam.

Sua teoria é baseada em seis princípios que envolvem: a reciprocidade (o fato de uma empresa dar algo para o cliente deixa o consumidor com vontade de retribuir o favor), escassez (ter produtos e serviços exclusivos, com poucas vagas ou tempo limitado deixa as pessoas com mais vontade de comprar com você), comprometimento (conhecer o consumidor e seus hábitos o deixa mais perto de criar produtos e estratégias mais eficientes), apreciação (mostrar que você entende, se parece e está próximo do consumidor gera empatia e aumenta a confiança), autoridade (pessoas tendem a reconhecer e confiar em quem é especialista no assunto) e, por fim, aprovação social (há uma relação entre o que o cliente faz e o que é aceito pela sociedade, então é importante conhecer os principais comportamentos do seu público).

Esses princípios são amplamente utilizados na administração, gestão de funcionários, negociação com fornecedores e até no marketing digital, já que o conceito de persuasão de Cialdini pode ser aplicado em, praticamente, qualquer tipo de interação humana.